A segunda edição da Operação Mulher Segura resultou em 241 prisões em todo o Rio Grande do Sul durante o mês de junho, entre flagrantes e preventivas. Seis delas foram em Pelotas. Os dados sobre a ação, que se estende até dezembro, foram apresentados nesta quinta-feira (2) pela Polícia Civil e Brigada Militar e incluem ainda números como fiscalizações de medidas preventivas: 2.675, além de 2.403 mulheres atendidas. Já as ações educativas atingiram mais de 3,4 mil pessoas.
Conforme a diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), delegada Waleska Alvarenga, a operação recebe aporte dos governos federal e estadual para reforçar o combate à violência contra a mulher. Os recursos financiam diárias para ampliar as equipes das 25 Deams do Estado, além de horas extras e sobreaviso, possibilitando que cinco delegacias especializadas tenham horário de atendimento estendido até o fim da operação, em dezembro.
Pela Brigada Militar, a Operação Mulher Segura reforçou a atuação das Patrulhas Maria da Penha em todo o Estado. Cerca de 477 policiais militares foram mobilizados para atuar em apoio às 62 patrulhas já existentes, ampliando as visitas de fiscalização às mulheres com medidas protetivas. No total, foram confeccionados 876 boletins de atendimento e 13 comunicações de ocorrência policial. Conforme a capitã Brenda da Silva Alves, o reforço é direcionado de forma estratégica aos municípios com maior incidência de violência, utilizando análise estatística para definir as áreas prioritárias. A maior incidência, conforme as autoridades, recai sobre a região Metropolitana do RS pela concentração de pessoas.
Região Sul
Na Zona Sul, a operação contabilizou seis prisões em junho e quatro em maio só em Pelotas. O município, assim como Rio Grande, não registrou até o momento nenhum feminicídio no ano. No início do ano, Canguçu teve um caso. Durante a coletiva, a delegada Waleska ressaltou que a maioria das vítimas de feminicídio nunca havia procurado a rede de proteção, registrado ocorrência ou solicitado medida protetiva. Um exemplo é a 41ª de feminicídio no Estado, que foi atropelada pelo companheiro em Três de Maio, após um desentendimento. Ele foi preso em flagrante.
A Operação Mulher Segura é uma ação nacional, conduzida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP), integra o conjunto de ações do Centro Integrado Mulher Segura (Cims), está alinhada ao Pacto Brasil contra o Feminicídio. Pela primeira vez, a operação conta com investimento estimado em R$ 18 milhões e duração continuada de sete meses.