A construção do Hospital Regional de Pronto Socorro (HPS), em Pelotas, chegou aos 92% de conclusão. A expectativa, segundo o governador Eduardo Leite (PSD), durante visita ao complexo no último final de semana, é que a parte civil da obra seja finalizada até abril, sendo seguida pela etapa de compra de mobiliário e serviços finais em junho, mês em que as operações parciais deverão ser iniciadas.
O investimento total no HPS, contabilizando município, Estado e União, chega a mais de R$ 100 milhões. Só do Governo do Rio Grande do Sul são R$ 74,3 milhões, entre recursos destinados à obra e à aquisição de equipamentos. “A gente vai abrir um hospital novo em Pelotas, isso é um grande acontecimento, é uma grande realização, uma transformação e dá trabalho, e por isso que tem que todo mundo pegar junto para puxar numa mesma direção, e garantir que esse novo hospital seja tudo que ele deve significar para a população”, reforça o governador.
Para a operação, o hospital receberá R$ 16,6 milhões por ano do Ministério da Saúde e cerca de R$ 50 milhões anuais do governo do Estado, onde R$ 33,6 milhões serão aportados por meio do programa Assistir Mais na Saúde e o restante do valor por outros recursos de investimento.
“Nós sabíamos que tínhamos que evoluir para algo [atendimento de urgência e emergência] mais digno, e foi assim que, como ainda a prefeita Paula, nós definimos o apoio do Estado com recursos para fazer a obra, a climatização, alguns equipamentos também, para um hospital de pronto-socorro. É uma transformação profunda para a saúde de Pelotas, que eu fico muito orgulhoso de a gente conseguir fazer, e construída por muitas mãos”, destaca Leite.
Sobre as recorrentes visitas às obras, o governador afirmou que o projeto é “a menina dos olhos da região Sul” e, por conta disso, procura estar presente nas vistorias. “Sempre que venho, procuro passar aqui. São várias visitas ao longo de todo esse período. O município tem gestão plena da saúde e nós damos o suporte. Contratação, compra de equipamentos e finalização da obra sempre é um desafio para todos, seja aqueles que começaram, seja aqueles que estão concluindo esse processo”, diz Eduardo Leite.
Contratações
Em visita ao hospital em 21 de fevereiro, o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barrichello, disse que a princípio, a contratação do corpo de trabalho será temporária, por dois anos, feita por meio de processo seletivo simplificado. “Depois de dois anos, faremos concurso para montar o quadro definitivo”, afirma. A estimativa é que, para o funcionamento pleno, sejam necessários cerca de 700 profissionais.
