Em assembleia do Sindicado dos Municipários de Pelotas (Simp) nesta quarta-feira (8), uma das grandes cobranças foi o pagamento de insalubridade para as merendeiras. A categoria está disposta a interromper as atividades caso não haja avanços na pauta que está na justiça. Segundo Maria de Fátima Furtado, presidente do Conselho da Alimentação Escolar e profissional na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr. Brum Azeredo, a categoria também luta pela melhoria salarial.
Ainda não há data definida para a mobilização, mas o grupo pretende realizar um ato em frente à Prefeitura e espera apoio do Sindicato dos Municipários de Pelotas. “Vamos para a frente da Prefeitura. Com apoio ou não, nós vamos parar. Nem que seja um dia”, explica.
Categoria ganhou, prefeitura recorreu
A categoria cobra o cumprimento de uma decisão favorável à categoria, mas a Prefeitura recorreu da decisão, portanto, a discussão continua no âmbito jurídico. “Quando o juiz vai dar o aval para que pague a insalubridade para nós, não se sabe.”
Maria de Fátima afirma que a carga horária prometida para as merendeiras não foi cumprida e relata sobrecarga de trabalho. “Nós trabalhamos 8 horas, sendo que a promessa foi 6 horas para nós trabalharmos. Só que não. Nós trabalhamos 8 horas.”
Segundo a servidora, o número de merendeiras nas escolas é insuficiente, fazendo com que uma única profissional assuma o trabalho de toda a cozinha. “Muitas vezes, nas escolas são três merendeiras, mas, na realidade, é uma merendeira.”
