Em meio à emoção da Copa do Mundo, o tema das apostas esportivas ganhou eco, por dois lados. Em um, parte da cobertura é permeada por propaganda de bets, muitas vezes em um movimento disfarçado de entretenimento. De outro lado, uma sociedade cada vez mais adoecida por isso, com poder de consumo estrangulado, endividamento e impactos sociais, financeiros e psicológicos nas mais diversas frentes. Diante desse cenário, é preciso tomar um lado e, por isso, o Grupo A Hora, nas duas regiões em que atua, com duas rádios, jornais e plataformas digitais, abre posicionamento contrário a esse câncer que adoece nosso país.
Um estudo feito pela fintech Klavi, com dados do Banco Central, aponta que o número de apostadores triplicou durante a Copa do Mundo, chegando a 35% da população brasileira. Para cada apostador, seis outras pessoas são impactadas, apresentou uma audiência pública do Senado. Ou seja, é algo que já permeia todos os âmbitos da sociedade de forma negativa.
Para veículos de comunicação, esse mercado abriu uma nova possibilidade. Foram investidos R$ 327 milhões no primeiro trimestre. Mas isso vem com um custo: onde poucos ganham dinheiro, muitos se prejudicam. E qual o benefício de viver em um país doente e endividado? SPC Brasil e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas sinalizam que os apostadores comprometem sua renda, deixam de pagar contas e tiveram o nome sujo por conta das dívidas. Tornou-se, portanto, um problema de saúde pública com custo social anual de R$ 38,8 bilhões para o país. Sem contar os pensamentos e até atos suicidas a partir disso.
É preciso que as pessoas tenham um contraponto e sejam comunicadas também sobre os malefícios das bets. A verba publicitária das bets é muito significativa para os veículos de comunicação, mas diante da verdadeira pandemia que isso se transformou, é preciso remar contra a corrente pela saúde coletiva. De nada adianta beneficiar-se de algo que prejudica uma camada tão significativa da sociedade.
Diante disso, o Grupo A Hora firma o pé: diga NÃO às bets.