Duas mortes de motociclistas registradas na segunda-feira (22), uma em Pelotas e outra em Rio Grande, trouxeram à tona um cenário que se repete ao longo de 2026 no trânsito da Zona Sul do Estado. Levantamento realizado pela reportagem aponta que, até o momento, pelo menos 17 motociclistas e um passageiro perderam a vida após acidentes em Pelotas e em rodovias da região neste ano.
Em Pelotas, o último acidente fatal que se tem registro aconteceu nesta segunda, por volta das 7h40min, no cruzamento da avenida 25 de Julho com a rua Açores. Um motociclista de 26 anos morreu após uma colisão que envolveu a motocicleta, um Fiat Palio e um caminhão. Este último teria deixado o local após o sinistro.
Em horário próximo, outro motociclista morreu em uma colisão frontal entre uma Fiat Strada e uma motocicleta no km 460 da BR-471, próximo à Vila da Quinta, em Rio Grande. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima era moradora de Rio Grande e natural de Arroio Grande.
Motos estão em 50% dos óbitos pelotenses
Em Pelotas, foram registradas 12 mortes em 11 acidentes fatais entre 1º de janeiro e 22 de junho. Desse total, seis vítimas eram motociclistas, ou seja, a metade das mortes contabilizadas no trânsito urbano do município.
Os dados mostram que as ocorrências fatais envolvendo motociclistas ocorreram em diferentes pontos da cidade e com diferentes características. Foram três casos de colisões entre carros e motos, dois choques contra postes e também um acidente envolvendo ônibus e motocicleta.
Outros grupos atingidos foram passageiros de automóveis, que somam três mortes, além de dois ciclistas e um pedestre que morreram dentro do perímetro urbano de Pelotas.
Deodoro com Floriano soma duas mortes
O levantamento também aponta a recorrência de acidentes em cruzamentos. Em dois casos distintos, registrados nos dias 24 de janeiro e 27 de abril, houve mortes no cruzamento das ruas Marechal Deodoro e Marechal Floriano, envolvendo, respectivamente, um motociclista e um ciclista.
12 óbitos com motocicletas em rodovias
Nas estradas da região Sul, no período foram registrados 25 acidentes fatais, com 37 mortes, incluindo rodovias federais e estaduais, e os motociclistas também aparecem como o grupo mais atingido. Foram 12 mortes – 11 condutores e um passageiro – número é maior que qualquer outra categoria de usuário das vias. Isso representa quase um terço de todas as mortes e equivale ao total de vítimas fatais da tragédia entre um ônibus e uma carreta, em 2 de janeiro, na BR-116, em Pelotas.
As mortes de motociclistas foram registradas na BR-116 (4), BR-392 (4), ERS-265 (2), BR-392 B [avenida Três de Maio] (1) e BR-471 (1). Em seis casos, as vítimas morreram após colisões com automóveis; em cinco, após colisões com caminhões, e em um caso após queda da motocicleta.
Outros tipos de acidentes
No total, os levantamentos também mostram a presença frequente de atropelamentos (quatro casos e cinco mortes), colisões frontais e acidentes envolvendo veículos pesados. As colisões frontais aparecem entre as ocorrências mais letais do semestre, enquanto os atropelamentos resultaram em cinco mortes nas rodovias da região.
Acidentalidade da BR-392 e fatalidade da BR-116
Considerando acidentes de todas as categorias, a BR-392 ainda concentra o maior número de acidentes fatais, com dez ocorrências e 11 mortes registradas no período analisado. Já a BR-116 lidera em número de mortes, com 17 vítimas em seis acidentes, puxado principalmente pela tragédia envolvendo um ônibus no início do ano.
