Desde quando começou a colecionar álbuns da Copa do Mundo?
Começou em 2010 com meu pai; ele sempre estimulou muito o esporte na minha vida como um motor, não só de saúde, mas também com o sentimento que o esporte mexe com a gente. Ele sempre falou que o álbum é uma lembrança da Copa do Mundo. Ele fazia quando era criança; infelizmente, não tem mais os álbuns que ele fazia – o que seria muito legal – mas ele fez o de 2010 e 2014 comigo. Eu tenho desde 2010 todos completos e acho que até hoje eu faço, tanto por uma questão de nostalgia, porque é muito legal rever as figurinhas de quem já esteve nela [Copa do Mundo] antes, como também é muito legal essa mobilização e socialização que temos com todo mundo, seja nas trocas, seja nas bancas, são momentos especiais.
Quando comprou o álbum deste ano?
Na pré-venda do dia 30 de abril, já comprei de primeira vários pacotes, cerca de 15. Para ser mais econômico, eu só compro pacotes novos depois que eu fecho todas as minhas repetidas que eu troquei. Todo final de semana eu estou indo em pontos de troca para tentar zerar as repetidas. Atualmente eu tenho só 50 repetidas que, em um final de semana, vão fácil.
Qual foi o álbum mais difícil de completar?
O de 2022, porque o de 2010, 2014 e 2018, eu estava na escola ainda, e a escola é o lugar mais fácil do mundo para se trocar figurinhas, porque todos os teus colegas estão fazendo, então sempre tinha como resolver. Já o de 2022 e agora esse é um pouco mais difícil pra mim, porque não está na minha rotina a troca [de figurinhas], antes estava. Também, querendo ou não, acaba tendo agora um aumento, esse ano em específico, de seleções. Como aumentou o número de seleções, aumentou o número de figurinhas, o que deixa mais difícil completar o álbum, mas também é um pouco mais emocionante de fazer.
Como acontecem as negociações de figurinhas?
A regra que a maioria segue é [trocar] trocar brilhante por brilhante, normal por normal e, se quiser trocar brilhante por normal, era, no mínimo, três; dependendo da pessoa e da figurinha, pode ser até cinco. Desde criança existe essa negociação e essa integração, porque tem várias pessoas que eu não sei o nome, não mantenho contato, não sei quem são, mas que, em uma tarde de troca, tu passa o dia inteiro conversando com aquela pessoa. Lembro muito disso, na Copa de 2014, que foi a Copa aqui no Brasil, que tinha muita gente fazendo. Acho que o ano que eu mais vi gente fazendo o Álbum da Copa foi esse de 2014, talvez por ser aqui [no Brasil]. Eu sou de Caxias do Sul e lá eu lembro de fazer vários amigos que duravam aquela tarde, então isso é uma coisa também da vivência, da integração entre as crianças. A Copa é um momento de vivência de amizade e integração para crianças durante as trocas de figurinhas.
Qual a diferença em adquirir um de capa dura?
A durabilidade de um álbum de capa dura é muito maior, nos dando segurança, porque ele não vai ter o mesmo amasso do de capa cartão. Da mesma forma que um livro, vai ser mais fácil de limpar e cuidar.
O meu álbum de 2014 tem uma capa de segurança, pois eu e o meu pai ganhamos um sorteio da Panini e ganhamos quatro álbuns, que vinham com essa capa, além de cerca de 100 figurinhas e as outras coisas que vieram juntas com o sorteio. Então o de 2014 foi um dos mais fáceis de completar neste sentido.
O que tu pensas em fazer com esse material?
É um material muito legal de se ter, principalmente para mostrar para quem é mais novo. Com certeza o álbum vai mudar bastante ao longo do tempo, e eu acho que uma das coisas mais legais do álbum, tirando as figurinhas, são as tabelas com os resultados, onde nós podemos anotar os resultados ali. O álbum é uma das poucas coisas que tem resistido à era digital. Existe o álbum digital, mas ele não tem o mesmo apelo que o físico. Eu acho que ele [álbum] vai continuar assim, é uma cultura que está muito enraizada no Brasil há quase 100 anos.