Deputado federal Carlos Santos é homenageado pela Câmara na terra natal

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Deputado federal Carlos Santos é homenageado pela Câmara na terra natal

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Há 50 anos

Em solenidade realizada na Câmara Municipal de Rio Grande, o deputado federal Carlos da Silva Santos (1904-1989), recebeu o título de cidadão benemérito, outorgado pelo legislativo rio-grandino. O projeto era de autoria do vereador João Costa Romero, na época do MDB. A cerimônia ocorreu no dia 4 de junho de 1976.

Durante a homenagem, Romero que era conhecido por sua oratória fez uma retrospectiva da vida do Santos, desde seu nascimento. Segundo o orador, teve uma “infância comum de um menino pobre, com muitos sonhos e poucas oportunidades”.

O vereador também lembrou do período em que o deputado Carlos Santos serviu à Marinha de Guerra. Depois de traçar o que foi a vida política do deputado, até chegar ao atual posto, em Brasília, Romero, citou as diversas comendas e medalhas, recebidas pelo parlamentar rio-grandino, onde se destacaram a Medalha de Anchieta, conferida pela Câmara Municipal de São Paulo e a Medalha de Barroso, como amigo da Marinha de Guerra do Brasil e a de Grande Oficial, na Ordem do Mérito, pelo Ministério do Trabalho.

Vida ligada ao trabalhismo

Carlos da Silva Santos (1904–1989) começou a trabalhar aos 12 anos em uma oficina de reparos navais, em Rio Grande. Esse contato com o universo do operariado desde muito cedo o pôs em contato com os incipientes movimentos sindicais no Brasil. Desta forma, sua vida política sempre foi ligada aos direitos do trabalhador. Também ficou conhecido por ter sido o primeiro deputado negro do Rio Grande do Sul, em 1935 e o primeiro governador negro do Estado, quando assumiu o cargo interinamente em 1967.

Com a criação das leis trabalhistas, no governo de Getúlio Vargas, a partir de 1930, ocupou o cargo de fiscal auxiliar do Ministério do Trabalho e Ação Social. Entre suas ações, organizou o Sindicato dos Operários Metalúrgicos do Rio Grande do Sul.

Por causa de divergências com as orientações do MInistério, pediu a exoneração. Sobre o assunto, falou, posteriormente: “Ingressei no Ministério do Trabalho julgando poder manter a integridade de caráter que eu formei nos meios proletários. Enganei-me. Volto aos meios trabalhistas para continuar na luta contra aqueles que ainda julgam que a consciência do verdadeiro trabalhador pode ser comprada nas pastas de processos ou que se trai por empregos mais ou menos cômodos…”.

Alegando problemas de saúde, em 1982 se afastou da vida pública. Em 1988, recebeu do governador Pedro Simon a Medalha na Ordem de Poncho Verde, no Grau de Cavaleiro.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

Há 100 anos

Helena de Magalhães Castro recebe elogios da crítica após recital

“Timbre gorjeante e aveludado, com um violino em surdina, ora se abrande em murmúrios suaves, ora maleável, se exalta na entonação das paixões”, elogiou a crítica, publicada em 12 de junho, que avaliava o recital da cantora, instrumentista e declamadora paulista Helena de Magalhães Castro. A artista se apresentou em Pelotas no dia 11 de junho de 1926, no Clube Comercial.

(Foto: Reprodução)

O recital, que reuniu a alta sociedade local, foi um sucesso e a comunidade ainda teve outra oportunidade de assistir à artista. Um segundo recital ocorreu na noite de 20 de junho, na Bibliotheca Pública Pelotense.

Trajetória

Helena de Magalhães Castro era pesquisadora do folclore brasileiro, pianista, violonista, professora e homeopata. Era considerada uma intelectual, bonita, carismática e multitalentosa. De acordo com a historiadora Marcelle de Andrade, de São Paulo, a artista nasceu em 18 de setembro de 1902, no bairro dos Campos Elíseos, em São Paulo.

Formada pela Escola Normal Caetano de Campos, também era pianista, mas em suas apresentações utilizava o violão. Seu primeiro concerto ocorreu no Theatro Municipal de São Paulo, em 1924. Em 1931, fundou a Instrução Artística do Brasil, juntamente com o poeta Guilherme de Almeida e o maestro João Souza Lima. Morreu em 1995, tendo sido professora de música e declamação a maior parte de sua vida.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; blog Estrelas que nunca se apagam

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