O empate em 1 a 1 com o Bagé, nesta quinta-feira (4), na Pedra Moura, serviu como teste para o Brasil antes da decisão de domingo contra o Azuriz, pela última rodada da primeira fase da Série D. Com o Xavante já classificado às semifinais da Copa FGF, o técnico Laécio Aquino optou por uma formação alternativa e avaliou positivamente a resposta dos jogadores que vinham recebendo menos oportunidades.
Depois da partida, o treinador disse que há “muito para tirar proveito” do jogo em Bagé. Segundo Laécio, alguns atletas podem virar opções para o compromisso em Pato Branco, especialmente pelo desgaste da semana. O elenco retornou de Bagé ainda nesta quinta-feira e viajou na sexta, às 6h30min, para Porto Alegre, de onde seguiu rumo a Chapecó, com conexão em Guarulhos.
“Gostei muito do que vi dos atletas que não vinham sendo utilizados. Podem ser opções que eu vou ganhar para o jogo de domingo. Foi um time misto que tentei fazer, pois viajamos amanhã [sexta] às 6h30. Uma viagem longa e cansativa. Pensamos nessa logística para estar bem no domingo”, afirmou.
Laécio também elogiou a competitividade da equipe, mas voltou a apontar a falta de aproveitamento ofensivo como problema. O Brasil criou as melhores chances no primeiro tempo, saiu na frente no início da etapa final, com Guty, mas sofreu o empate três minutos depois, em cobrança de escanteio finalizada por Michel.
“A equipe está de parabéns, competiu a todo momento. Temos que corrigir algumas coisas. Buscar rápido essas soluções. Saímos na frente, mas logo sofremos o empate. Criamos mais, mas não fizemos. Aquela velha história, nem quero mais falar nisso. Temos que nos apegar nas coisas boas para fazer acontecer”, disse.
Entre as alternativas testadas, o treinador destacou Givigi atuando mais adiantado, como falso 9. Laécio avaliou que o meia conseguiu participar do jogo apoiado e pode ser uma possibilidade para a decisão da Série D, principalmente pela necessidade de encontrar respostas dentro do próprio elenco.
“O Givigi fazendo um falso 9 no setor ofensivo, gostei muito do que vi. É um jogador técnico. É um meia, mas eu avancei na linha da frente. Toda vez que a bola entrou nele, conseguiu fazer um jogo apoiado com o Guty. Temos que pensar com calma e ver quem estará descansado. A logística complica, mas não é desculpa”, comentou.
A falta de efetividade segue como uma das principais preocupações. Laécio citou também a entrada de Adriano Ferraz, que teve poucos minutos em campo, mas agradou pela disputa física no ataque. Para o técnico, a solução precisa sair do grupo disponível.
“É buscar soluções. Hoje coloquei o Adriano. Gostei do que vi nos poucos minutos. Competiu pela primeira bola. Estou buscando soluções dentro do elenco. O que nós temos é aquilo. Temos que encontrar soluções o mais rápido possível para estar empurrando a bola. É com o que temos aqui que vamos buscar a classificação”, disse.
O Brasil chega à última rodada da Série D fora da zona de classificação e sem depender apenas de si. Para avançar, precisa vencer o Azuriz, em Pato Branco, e ainda torcer por combinação de resultados envolvendo São José ou São Joseense.
