Brasil empata com o Bagé e adia confirmação da liderança na Copa FGF

Na Pedra Moura

Brasil empata com o Bagé e adia confirmação da liderança na Copa FGF

Com time alternativo, Xavante saiu na frente no início do segundo tempo, mas levou o 1 a 1 três minutos depois e segue no topo do Grupo B

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Atualizado quinta-feira,
04 de Junho de 2026 às 17:36

Brasil empata com o Bagé e adia confirmação da liderança na Copa FGF
(Foto: Karen Rodrigues/Bagé)

O Brasil empatou em 1 a 1 com o Bagé, na tarde desta quinta-feira (4), na Pedra Moura, pela 4ª rodada da Copa FGF. Já classificado às semifinais e com uma formação alternativa, o Xavante saiu na frente logo no começo do segundo tempo, com Guty, mas levou o empate três minutos depois, em gol de Michel. O resultado não muda a situação principal do Rubro-Negro, que segue líder do Grupo B, mas adia a confirmação matemática da primeira colocação.

Com o empate, o Brasil chegou a 10 pontos e manteve cinco de vantagem sobre o Bagé, que foi a cinco e segue na segunda colocação. O Farroupilha, com três pontos, continua vivo na briga pela segunda vaga, assim como o Guarany, que tem dois. Para confirmar a liderança do grupo, o Xavante ainda precisa pontuar nas duas rodadas finais, contra o Farroupilha, no Bento Freitas, e contra o Guarany, em Bagé.

Priorizando o duelo decisivo pela Série D diante do Azuriz e já classificado às semifinais da Copa FGF, o técnico Laécio Aquino optou por uma escalação alternativa na Pedra Moura. As exceções foram Venício e Matheus Streit, suspensos para o jogo em Pato Branco-PR e, por isso, titulares em Bagé. Expulsos no confronto entre as equipes no Bento Freitas, pela 3ª rodada, Alan e Iury Tanque ficaram fora.

A novidade foi o retorno do goleiro Jacsson, após 22 meses afastado em razão de um problema pulmonar. O último jogo dele pelo Xavante havia sido contra o Água Santa, pela Série D do Brasileirão, em 4 de agosto de 2024. Depois, Jacsson foi internado e precisou ficar afastado dos gramados. Sua presença como titular em Bagé também pode ser um indicativo de que Davi, então reserva do titular Édson, pode conquistar o posto principal contra o Azuriz.

Domínio xavante na primeira etapa

Mesmo fora de casa e com uma formação alternativa, o Brasil foi melhor no primeiro tempo na Pedra Moura. O Xavante controlou mais o jogo e criou as principais chances, mas faltou aproveitamento para transformar a superioridade em gol. Givigi recebeu livre aos sete minutos e mandou para fora.

Aos 33, Matheus Streit aproveitou erro na saída de bola do Bagé, invadiu a área pela esquerda e finalizou forte, também para fora. Pouco depois, aos 37, Thiago Henrique chutou, o goleiro defendeu e deu rebote. Robinho foi travado na sequência e, na sobra, Givigi também não conseguiu concluir. Com isso, o domínio rubro-negro ficou no quase, e o primeiro tempo terminou em 0 a 0.

Segundo tempo

O Brasil voltou para o segundo tempo com uma mudança. Robinho saiu para a entrada de Yuri, que passou a atuar pela ala direita, enquanto Daniel foi adiantado para o ataque. No Bagé, Rodrigo Bandeira também mexeu e colocou os atacantes Gustavo Linhares e Fernandinho. A alteração xavante teve efeito imediato. Logo no primeiro minuto, Daniel fez a jogada pela direita e cruzou para a área. Yuri Bigode tentou cortar, mas acabou deixando a bola nos pés de Guty. Com espaço, o meia-atacante chutou forte e abriu o placar para o Brasil. A vantagem, porém, durou pouco. Três minutos depois, Gustavo Nogy cobrou escanteio e Michel apareceu livre na primeira trave para empatar. A partir do 1 a 1, o jogo ficou mais aberto, com as duas equipes explorando os espaços, mas tentando resolver mais no abafa do que na construção.

No fim, o empate pareceu servir aos dois lados. Primeiro, em uma cena típica do futebol do interior, Guty foi cobrar escanteio e as únicas bolas disponíveis eram murchas. Depois, já nos acréscimos, o Brasil fez duas substituições sem pressa, em um cenário de aparente conformidade com o 1 a 1. Ainda assim, o placar quase mudou em um dos últimos lances. Solivan finalizou no canto e Jacsson, justamente no retorno ao gol xavante, fez uma defesa importante para garantir o empate na Pedra Moura.

Domingo de decisão

O Brasil retorna de Bagé ainda nesta quinta-feira e, já na sexta, inicia a viagem para Pato Branco, onde enfrenta o Azuriz no domingo (7), às 15h, pela última rodada da primeira fase da Série D. O jogo vale o futuro xavante na competição nacional. Depois de sair da zona de classificação, o Rubro-Negro precisa vencer um adversário que também chega vivo na disputa e, ao mesmo tempo, secar concorrentes diretos. O caminho mais claro é somar mais pontos que o São José, que visita o Blumenau. Outra possibilidade é vencer no Paraná e torcer por derrota do São Joseense diante do Marcílio Dias.

Ficha técnica

(1) Bagé: Marcos; Yander (Solivan, 22’/2º), Yuri Bigode, Diego Rocha e Gustavo Nogy (Kauê Cardoso, 35’/2º); Jalison, Chaves, Nicolas Luft, Johann (Gustavo Linhares, INT, depois Rafinha, aos 12’/2º) e Fernandinho (Cavani, INT); Michel. Técnico: Rodrigo Bandeira.

(1) Brasil: Jacsson; Thiago Henrique, Saulo e Zamora; Daniel (Adriano Ferraz, 30’/2º), Venício, Gelatti (Tobias, 14’/2º) e Matheus Streit; Guty (Otávio, 47’/2º), Givigi (Denis Germano, 30’/2º) e Robinho (Yuri, INT). Técnico: Laécio Aquino.

  • Gols: Guty (Brasil), a 1min, e Michel (Bagé), aos 4min do 2º tempo
  • Cartões amarelos: Jalison e Chaves (Bagé); Daniel, Yuri e Givigi (Brasil)
  • Árbitro: Allan Ricardo Freitas da Rosa Azevedo
  • Local: Estádio Pedra Moura, em Bagé

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