O selo “piá do Pinhão” usado pelo São Joseense nas publicações da escalação do time para identificar jogadores formados na própria base resume a principal metodologia de trabalho do próximo adversário do Brasil. Fundado em maio de 2015, o clube paranaense aproveita a vitrine da Série D para dar espaço a jovens. Um deles tem 16 anos e atuou como titular nas duas partidas do time na competição nacional.
Nascido em agosto de 2009, o zagueiro Antônio Thiel esteve entre os 11 iniciais do técnico Ageu Gonçalves no empate sem gols com o Marcílio Dias e na vitória por 1 a 0 sobre o São José. A equipe que visita o Bento Freitas às 16h deste domingo (19), pela terceira rodada, ocupa a vice-liderança da chave A16 e apresenta uma mescla de jovens e experientes – o companheiro de Thiel na zaga é Caio, 36 anos, por exemplo.
A escalação do São Joseense tem também os meio-campistas Júlio Rusch, 28, ex-Coritiba, Paraná e Botafogo (PB), entre outros; e João Mafra, 24, ex-Joinville, além do centroavante Danilo Mariotto, 30, que retornou ao clube após duas temporadas. Em 2023, Mariotto marcou dois gols contra o Brasil pela Série D em um dos dois duelos registrados do Rubro-Negro diante do Tricolor do Pinhão.
Também veste a camisa da equipe de São José dos Pinhais o lateral-direito Murillo Lima, que em 2025 defendeu o Xavante. A temporada do time da região metropolitana de Curitiba começou com eliminação nos pênaltis para o Londrina nas quartas de final do Campeonato Paranaense. Alguns atletas saíram, como o zagueiro Rodolfo Filemon, 31. A reposição foi caseira, como explica o executivo de futebol Eduardo Grassi.
“O planejamento é encontrar um outro viés de fazer receita. É oportunizar nossa categoria de base, colher bons frutos, vem testando e está correspondendo bem. Manter um time, mas oportunizando os meninos, criar ativos. É hora de se posicionar dentro do mercado como um clube que produz atletas”, disse Grassi em entrevista à Rádio Pelotense 99,5 FM.
Competição por espaço com os grandes
Fundado antes da legislação sobre a SAF no país, o Independente São Joseense opera com sócios na administração. Um deles era, até o mês passado, o ex-meia Marlos, que jogou por clubes como São Paulo e Athletico, além de ter passagem pelo Shakhtar Donetsk e seleção da Ucrânia, país em que se naturalizou. Marlos era presidente e gestor.
Inserido em uma capital com forte presença de clubes tradicionais (Coritiba, Athletico e Paraná), o São Joseense busca outras estratégias para ganhar espaço. “Olhando para uma parte mais comercial, é muito mais difícil buscar patrocínios em uma região como a nossa, porque os principais ficam com os maiores. Apesar de esse ano a gente ter tido a quarta maior média de público [no Estadual], ainda corremos atrás deles”, afirma Grassi.
A participação no Paranaense da atual temporada foi a quinta consecutiva do clube na elite estadual e o desempenho garantiu lugar na Série D de 2027, caso o time não suba para a Série C.
Jogos no campo do Paraná
Quando visitar o São Joseense, na antepenúltima rodada da primeira fase, no fim de maio, o Brasil jogará na Vila Capanema, tradicional estádio do Paraná Clube. É onde o time de São José dos Pinhais mandará suas partidas na Série D. O estádio do Pinhão, com gramado sintético e pertencente à prefeitura, passa por reformas.
Foi na casa paranista que o São Joseense bateu o São José no último sábado, com um gol contra, ultrapassando o Brasil na tabela. A escalação foi a mesma da estreia: Samuel Deuner; Raphael Carvalho, Caio, Thiel e Barbosa; Felipe Vieira, João Mafra, Niltinho, Júlio Rusch e Pedro Brito; Danilo Mariotto.
3ª rodada
Grupo A16
Sábado (18)
19h | Marcílio Dias x São José
Domingo (19)
15h30min | Blumenau x Azuriz
16h | Brasil x São Joseense