Justiça marca julgamento de ex-dirigentes do Brasil acusados de desviar dinheiro do clube

Operação Marcola

Justiça marca julgamento de ex-dirigentes do Brasil acusados de desviar dinheiro do clube

Dois réus serão julgados em setembro de 2027; outro não foi encontrado e terá caso analisado separadamente

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Justiça marca julgamento de ex-dirigentes do Brasil acusados de desviar dinheiro do clube
Operação do MP foi deflagrada em julho de 2024, com mandados sendo cumpridos no Bento Freitas e outros locais (Foto: Divulgação)

A Justiça marcou para setembro de 2027 o julgamento de dois ex-dirigentes do Grêmio Esportivo Brasil acusados de participar de um esquema de desvio de dinheiro do clube. O caso faz parte da Operação Marcola, investigação do Ministério Público sobre recursos que deveriam ter entrado nos cofres do Xavante.

Os réus Tiago Rezende e Evânio Bandeira Tavares apresentaram defesa, mas a juíza rejeitou os pedidos feitos pelos advogados para barrar o andamento do processo. Com isso, o caso segue para a fase em que serão ouvidas testemunhas e analisadas as provas antes da decisão da Justiça.

O terceiro réu, Wederson Antinossi, conhecido como Mineiro, terá o caso analisado separadamente. Ele mora em Minas Gerais e ainda não foi encontrado oficialmente pela Justiça para ser comunicado sobre o processo. Por isso, a juíza decidiu separar a situação dele para que o julgamento de Tiago e Evânio não fique parado.

Evânio Bandeira Tavares foi presidente do Brasil no período investigado (Foto: Volmer Perez – Arquivo GEB)

Quem são os acusados

Evânio Bandeira Tavares foi presidente do Brasil no período investigado. Ele comandava o clube na época em que, segundo o Ministério Público, parte dos valores recebidos pelo Xavante não teria sido repassada corretamente aos cofres da instituição.

Wederson Antinossi, o Mineiro, atuava como CEO do clube. Ele tinha função de gestão na administração rubro-negra e também foi denunciado pelo Ministério Público.

Tiago Rezende era responsável pela Central de Sócios, setor ligado ao relacionamento com associados e à arrecadação de mensalidades.

Segundo a acusação, o esquema teria envolvido dinheiro de sócios, bilheteria, patrocínios e premiações esportivas. Os três negam ou ainda podem contestar as acusações durante o processo. Até agora, nenhum deles foi condenado.

Tiago Rezende era responsável pela Central de Sócios (Foto: Divulgação – GEB)

O que pode acontecer

Se forem absolvidos, os ex-dirigentes deixam de responder criminalmente pelas acusações. Se forem condenados, podem receber pena de prisão, já que o Ministério Público denunciou o grupo por crimes ligados à apropriação de dinheiro do clube e associação criminosa.

Além da parte criminal, também há a discussão sobre a devolução dos valores ao Brasil. O Ministério Público já afirmou que busca o ressarcimento ao clube. Parte do dinheiro dos investigados chegou a ser bloqueada durante o processo, e a acusação pede indenização mínima superior a R$ 700 mil.

Na prática, isso significa que uma eventual condenação pode ter dois efeitos: punição aos responsáveis e tentativa de recuperar para o Brasil o dinheiro que, segundo o MP, foi desviado.

Relembre o caso

A Operação Marcola foi deflagrada em julho de 2024 para investigar suspeitas de desvios de recursos do Brasil durante gestões anteriores. A investigação começou depois que a atual direção do clube levou suspeitas de irregularidades ao Ministério Público.

Na época, foram cumpridos mandados de busca em Pelotas e em Contagem, em Minas Gerais. O estádio Bento Freitas também foi alvo da operação.

Depois da investigação, o Ministério Público denunciou Evânio, Mineiro e Tiago. A Justiça aceitou a denúncia, e os três passaram a responder como réus.

Agora, o processo avança em relação a Evânio e Tiago, com julgamento marcado para setembro de 2027. A situação de Mineiro fica separada até que ele seja localizado oficialmente pela Justiça.

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