Com gol de Masson nos acréscimos, Brasil passa pelo Santa Cruz e avança à final da Copa FGF

Copa Carlos Caetano Verri

Com gol de Masson nos acréscimos, Brasil passa pelo Santa Cruz e avança à final da Copa FGF

Xavante vence por 1 a 0 após acertar a trave três vezes; adversário será Gramadense ou Bagé

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Atualizado sábado,
04 de Julho de 2026 às 21:56

Com gol de Masson nos acréscimos, Brasil passa pelo Santa Cruz e avança à final da Copa FGF
Camisa 10 recebeu assistência do estreante Gedeilson, driblou o goleiro Rodrigo Mamá e anotou o gol decisivo (Foto: Gabriel Costa - GEB)

Com um gol de Gabriel Masson aos 45 minutos do segundo tempo, em uma noite de sábado (4) que teve três bolas na trave, sendo uma delas um pênalti desperdiçado, o Brasil venceu o Santa Cruz por 1 a 0 e está classificado para a decisão do título da Copa Carlos Caetano Verri.

O resultado positivo leva o Rubro-Negro à segunda final consecutiva do torneio da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e mantém o time da Baixada na luta pelo bicampeonato. Outra consequência é a confirmação de uma vaga na Série D (se for campeão) ou na Copa Sul-Sudeste de 2027 – apesar do lugar já virtualmente garantido na quarta divisão nacional via ranking da CBF.

O adversário do Brasil na disputa pela taça será decidido durante a tarde de domingo, quando Gramadense e Bagé duelam na Serra. O primeiro confronto entre eles terminou com vitória do time de Gramado por 1 a 0. As datas-base das partidas da final são os dias 12 e 19 deste mês. O Xavante decidirá como mandante.

(Foto: Gabriel Costa – GEB)

Laécio desfaz o esquema

Adepto do 3-5-2, Laécio Aquino desfez seu esquema tático preferido para o jogo de volta da semifinal. Três titulares no empate em 1 a 1 no sábado anterior deixaram o time inicial: Streit, Alan e Daniel. Entraram Venicio, Guty e Andrey, com a equipe postada no 4-2-3-1, plataforma mais usada antes da chegada de Laécio Aquino.

Do lado adversário, Silmar Prestes promoveu apenas uma troca em relação ao duelo dos Plátanos. Fred foi para o banco, dando lugar a Patolino.

Morbeck se lesiona

Os 45 minutos iniciais tiveram duas chances de gol para o Brasil e nenhuma para o Santa Cruz. O Xavante só conseguiu levar perigo em lances aéreos. Aos 14 minutos, Guty cobrou escanteio na segunda trave, Lula cabeceou para baixo e Rodrigo Mamá evitou o gol ao segurar a bola sobre a linha.

Em seguida, Gabriel Morbeck sentiu lesão, caiu no gramado e precisou deixar a partida. Laécio chamou o jovem Adriano Ferraz como substituto. Na sequência, um cruzamento rasteiro de Otávio não foi finalizado para o gol por Andrey e Venicio, que apareceram na pequena área. A bola viva acabou afastada pela zaga rival.

Os visitantes também tiveram um contratempo antes do intervalo. Adriel sentiu desconforto e saiu para a entrada de Fred, sem modificação no esquema tático – o mesmo 4-2-3-1 do Xavante. Daí em diante, o Brasil não voltou a ameaçar um Santa Cruz satisfeito com o empate que levaria a decisão aos pênaltis.

Duas vezes no poste

Mesmo com três atletas com cartão amarelo (Lula, Otávio e Venicio), Laécio Aquino não mexeu na equipe rubro-negra para a etapa final. O Santa Cruz também retornou do vestiário sem alterações. Logo aos cinco minutos, Davi trabalhou com alguma dificuldade pela primeira vez. Em escanteio, Bernardo cabeceou e o camisa 1 defendeu em dois tempos.

Com 12 minutos, as substituições por opção técnica finalmente vieram no Brasil. O estreante Petterson ingressou no lugar de Guty, pela direita do ataque, enquanto Streit foi a campo na vaga de Otávio como lateral-esquerdo. Petterson arriscou um chute de longe, de canhota, sem direção, mas em seguida o Xavante esteve perto do gol.

Streit cobrou escanteio e Fred desviou contra o próprio patrimônio, carimbando o travessão após dividir com Lula. Logo em seguida, aos 16, no melhor momento do Xavante na partida, Andrey foi derrubado por Lucas Severo muito perto da área. Os atletas pediram pênalti, porém Lucas Horn apitou falta fora da área. Na batida, Streit mandou direto e acertou o travessão.

Pênalti perdido

O domínio rubro-negro virou pênalti. Aos 20 minutos, um levantamento da direita foi desviado para o meio e, após participação de Venicio, Andrey parou em grande defesa de Rodrigo Mamá. No rebote, Adriano Ferraz foi derrubado por Jean Carlo. Lucas Horn apontou para a marca da cal e gerou intensa reclamação do Santa Cruz.

Sem Morbeck, Andrey assumiu a responsabilidade da cobrança. O atacante bateu no canto esquerdo, para o qual Mamá saltou. A bola explodiu no poste e não entrou. Antes da batida, Mamá e Kevlin tomaram cartão amarelo por reclamação. Mas mesmo que o Brasil não tivesse aberto o placar, o cenário do jogo mudou, com superioridade xavante.

Gol sai nos acréscimos

Para os minutos decisivos, Laécio Aquino chegou a chamar Gedeilson e Germano. Com dores no ombro, Petterson seria substituído, no entanto permaneceu. Pouco depois, saíram Yuri e o próprio Petterson para as entradas de outro estreante – Gedeilson – e Denis Germano.

Aos 41 minutos, a rede finalmente balançou, mas do lado de fora. Streit cruzou, Mamá deu um tapa, Masson concluiu para defesa do goleiro, que estava agachado, e uma cabeçada de Germano foi afastada em cima da linha pelo zagueiro do Santa Cruz. Adriano Ferraz ainda pegou a sobra e acertou a parte externa do barbante.

Quando a definição se encaminhava aos pênaltis, o Brasil aproveitou uma rara situação de campo aberto em contra-ataque para ganhar a partida e ir à final. Gedeilson acionou Masson em profundidade. O camisa 10 passou por Mamá na área e, sem tanto ângulo, chutou rasteiro. A bola passou por baixo do defensor que tentou cortar e morreu nas redes: 1 a 0.

Depois, foi só segurar o jogo e garantir a vitória.

Ficha técnica

Brasil (1): Davi; Yuri (Gedeilson, 38’ 2T), Thiago Henrique, Lula e Otávio (Matheus Streit, 9’ 2T); Júlio Simas, Venicio, Guty (Petterson, 9’ 2T / Denis Germano, 38’ 2T), Gabriel Masson e Andrey; Gabriel Morbeck (Adriano Ferraz, 21’ 1T). Técnico: Laécio Aquino.

Santa Cruz (0): Rodrigo Mamá; Jean Carlo, Kevlin, Bernardo e Lucas Severo; Jhonata Lima, Benhur, Adriel (Fred, 27’ 1T), Maicon Assis (Jorge Vinicius, 15’ 2T) e Patolino (Felipe Café, 38’ 2T); Matheus Mazia. Técnico: Silmar Prestes.

Gol: Gabriel Masson, aos 45’ 2T.

Cartões amarelos: Otávio, Venicio, Lula e Gabriel Masson (B); Benhur, Patolino, Lucas Severo, Rodrigo Mamá e Kevlin (SC).

Árbitro: Lucas Horn.

Local: Bento Freitas.

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