Pelotas mede custos e calendário para não ficar parado em 2026

Planejamento

Pelotas mede custos e calendário para não ficar parado em 2026

Conselho Deliberativo projeta discutir orçamento e competições até o fim do primeiro bimestre

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Atualizado segunda-feira,
12 de Janeiro de 2026 às 09:31

Pelotas mede custos e calendário para não ficar parado em 2026
Pablo Isnardi (E) defende a participação do Lobo em competições nacionais. (Foto: Lucas Rhamon)

O Pelotas começou o ano com a agenda do Conselho Deliberativo andando e com uma definição que depende do calendário. Na Rádio Pelotense, o vice-presidente do Conselho, Pablo Isnardi, disse que o Conselho já trabalha com uma reunião “até o final do primeiro bimestre de 2026” para tratar da “apresentação do orçamento do clube para 2026” e da “prestação de contas de 2025”. No mesmo encontro, segundo ele, entra o “planejamento das competições, inicialmente a Copinha e a Divisão de Acesso”.

A discussão ganhou força porque o estadual ficou curto. Isnardi resumiu dessa forma: “o Campeonato Gaúcho agora se tornou um torneio, são dois meses”. Por isso, o planejamento do Lobo precisa olhar para o restante do ano, já que sem sequência de competições o clube corre o risco de ficar muitos meses sem jogo oficial, o que afeta a receita e a rotina do futebol.

Nesse cenário, a Copinha aparece como o principal dilema. Pablo afirmou que “a Copinha por si só é uma competição deficitária” e reforçou que a decisão de jogar ou não é da direção executiva: “Nós como conselhos não decidimos se vamos jogar ou não”, disse. Ao Conselho, segundo ele, cabe apoiar caso o clube opte por entrar em campo: “o conselho vai ser sempre parceiro do clube se o clube optar por jogar, mas botar o clube em campo é sempre um custo alto”.

O que impede uma definição imediata é o que a Copinha vai entregar no fim do caminho. Pablo afirmou que “vai depender muito do que vale essa Copinha”, e citou, como exemplo, a possibilidade de vaga em torneio nacional, como Copa do Brasil, Série D ou Copa Sul-Sudeste. Se a competição for apenas preparatória, o custo pesa mais. Se ela abrir uma porta fora do RS, a avaliação muda, porque entra na conta a necessidade de um calendário mais longo.

Pablo Isnardi usou o exemplo de outro clube do interior para ilustrar o efeito de um ano com pouca competição. “O Avenida não entrava em campo desde o início de março”, disse, ao falar sobre a distância entre o fim do estadual e a próxima partida oficial quando não há calendário nacional. A comparação foi usada para mostrar como meses sem jogos afetam a mobilização do futebol fora da capital.

Por isso, dentro do Conselho, a ideia de buscar calendário nacional foi tratada como consolidada. “Isso é praticamente unanimidade”, afirmou, “pelo menos dentro do conselho”. Ele resumiu a orientação: “o Campeonato Nacional é o que a gente vê como saída”. Pablo também comentou mudanças recentes na organização da Série D e disse que uma campanha razoável pode garantir a vaga no ano seguinte. “Se tu tiveres uma campanha razoável em 2026 na Série D, tu manterás a tua vaga em 2027”, afirmou, ao explicar por que o planejamento tende a valorizar competições nacionais como forma de reduzir a dependência do estadual.

Impacto financeiro

Ao falar do impacto financeiro da Copinha, Pablo fez uma distinção entre prejuízo direto e receita que não veio. Ele elogiou a condução do clube e disse que “felizmente a gente não entra pra fazer a roça”, porque a competição “acabou se pagando, digamos assim”. O problema, segundo ele, foi o que o Pelotas deixou de arrecadar com a eliminação antes de uma decisão. “O problema é o que a gente esperava arrecadar a mais”, afirmou, citando a expectativa de uma renda de final e os efeitos de um eventual título, com “projeção tanto de quadro societário, quanto de receitas da CBF, de patrocínios”, além da possibilidade de “angariar novos patrocinadores” com maior exposição da marca. Mesmo assim, Pablo disse que, apesar dessa perda de arrecadação potencial, “a gente deixou de arrecadar, mas a gente não saiu com prejuízo”, e concluiu que “felizmente o Pelotas segue com um nome limpo no mercado”.

Com o calendário estadual já desenhado, o Lobo tende a ter 2026 concentrado em duas janelas. A Copa FGF está prevista de 6 de maio a 29 de julho, e a Divisão de Acesso vai de 2 de agosto a 31 de outubro. Por isso, a Copinha funciona como ponte até o Acesso, caso o clube opte por disputar, porque sem ela o time só voltaria a campo perto de agosto. E, se a Copa de 2026 vier a oferecer vaga para torneio nacional, essa classificação não muda o ano corrente, porque o efeito seria em 2027, quando o Pelotas passaria a ter uma competição brasileira no roteiro.

Confira a entrevista completa no player abaixo

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