Há 136 anos
Em 3 de março de 1890, morria no Rio de Janeiro o engenheiro José Ewbank da Câmara, pouco antes de completar 47 anos, o que ocorreria em abril daquele ano. Ewbank teve sua trajetória ligada a Rio Grande e ao estado do Rio Grande do Sul. Formado no Rio de Janeiro em Ciências Físicas e Matemática, em 1865, foi o engenheiro pioneiro no plano estratégico das ferrovias do Rio Grande do Sul, também projetou a infraestrutura de portos e ferrovias em diversas cidades do país, além do Cais Provincial (1869-1871), no município rio-grandino.
No Rio de Janeiro ganhou experiência atuando sob o comando dos engenheiros André Rebouças e Charles Neate. Em 1872 ele apresentou um relatório sobre a necessidade de uma rede ferroviária no Rio Grande do Sul, que foi aprovado pelo Marquês do Herval, o general Manoel Luís Osorio, e pelo Visconde de Pelotas, o militar José Correia da Câmara. Junto de seu antigo professor André Rebouças, trabalhou na Porto Alegre & New Hamburg Railway Company para a inauguração do primeiro trecho Ferroviário do Rio Grande do Sul.

Ewbank foi ajudante do engenheiro
André Rebouças (Foto: Reprodução)
Ewbank também apresentou ao Imperador o plano de uma ferrovia que se estendesse do Rio Grande do Sul às Repúblicas do Prata. Junto com o engenheiro João Teixeira Soares, projetou, em 1887, o traçado de uma estrada-de-ferro entre Itararé (SP) e Santa Maria, com 1.403 km de extensão, para ligar a então Província de São Paulo, Província do Paraná, Província de Santa Catarina e Província do Rio Grande do Sul pelo interior, o que permitiria a conexão, por ferrovia, do Rio de Janeiro à Argentina e ao Uruguai.
Concessão da estrada de ferro
Em 9 de novembro de 1889, poucos dias antes da proclamação da república brasileira, o Imperador Dom Pedro II outorgou a concessão dessa estrada de ferro, porém a construção só teve início em 1897, sete anos após a morte de Ewbank Câmara. O município de Ewbank da Câmara, em Minas Gerais, antes chamado de Tabuões, foi nomeado em sua homenagem. No Rio Grande, em Porto Alegre, no Rio de Janeiro (em Madureira) e em algumas cidades de Minas Gerais, existem ruas com seu nome.
Concorreu e foi eleito deputado provincial pelo Partido dos Republicanos. Retornou ao Rio, assumindo vários cargos, inclusive o de diretor da Estrada Férrea Dom Pedro II (atual Central do Brasil). Intelectual e jornalista, foi defensor da construção do porto e dos molhes da barra, tendo publicado na imprensa rio-grandina e porto-alegrense uma série de artigos.
Nome de rua
A rua Ewbank, no centro histórico do município de Rio Grande, homenageia o engenheiro. É uma via central, que passa por uma das entradas da Alfândega e dá acesso à antiga região portuária da cidade.
Fontes: microblog Brasil Imperial
Há 50 anos
Pavimentação avançava em bairros de Pelotas em 1976

Prefeitura autorizou a obra no prolongamento da avenida Brasil (Foto: Reprodução)
Em fevereiro de 1976, a expansão urbana de Pelotas ganhava novo impulso com obras de pavimentação em diferentes pontos da cidade. A empresa Incoprol venceu a concorrência para executar o calçamento do prolongamento da avenida Brasil, no bairro Simões Lopes. A melhoria foi autorizada pelo prefeito Ary Alcântara após solicitação de 72 famílias que residiam no trecho ainda sem pavimentação.
A obra previa a cobertura de 7 mil metros quadrados, com investimento estimado em Cr$400 mil. O projeto incluía a utilização de 1,4 mil metros de meio-fio e 1,4 mil metros cúbicos de pedra irregular. A Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV), na época, também ficaria responsável pela instalação de 230 metros de galerias pluviais. O prazo para conclusão era de 90 dias.
Concorrência
No mesmo período, seria julgada a concorrência para pavimentação da avenida Rio Grande do Sul, no Laranjal, com sete empresas inscritas. Já na Vila Gotuzzo, a segunda etapa das obras abrangia 10 mil metros quadrados, ao custo de Cr$550 mil, contemplando ruas como Rodrigues Alves, Machado de Assis e Demétrio Ribeiro.
As intervenções refletiam o crescimento dos bairros e a demanda por infraestrutura básica, marcando uma fase de investimentos em mobilidade e urbanização na cidade.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense