Há 94 anos
Em 28 de fevereiro de 1932, fazendeiros e pecuaristas gaúchos criaram uma associação de base, em Bagé, denominada Associação dos Criadores do Cavalo Crioulo. Três anos depois, em janeiro de 1935, o livro genealógico da raça foi cedido pela Associação de Registro Genealógico do Sul do Rio Grande, tornando a entidade independente e com registro próprio.
Pelotas foi escolhida para se tornar a atual sede da associação, posteriormente. Neste período a entidade passou a se chamar Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
O ato de fundação da instituição foi assinado por 22 homens que projetavam a evolução da raça no Estado. Eles se uniram para se organizar burocraticamente e iniciar o processo de disseminação do Crioulo.
Genealogia da raça
A instituição iniciou suas atividades nomeando uma comissão de criadores para classificar os animais registrados para inspeção. Os cavalos considerados Crioulos passaram a fazer parte do livro genealógico da raça, um registro oficial dos animais e suas características.
Em 1944, associações criollas da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai formaram a Federação Interamericana de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC) com o objetivo de reunir e integrar todas as entidades do sul do continente americano. Em 1959 a FICCC estabeleceu o padrão da raça para as Américas, padronizando e unificando os Crioulos em seu território de origem.
Competições
A partir da década de 1970 houve mudanças no cenário das competições. Antes disso, as atividades eram predominantemente exposições morfológicas.
Foram então desenvolvidas as provas funcionais, que passaram a fazer parte do programa competitivo da raça. A primeira prova funcional com éguas Crioulas ocorreu em abril de 1971. Em 1982 foi criado e oficializado o Freio de Ouro.
Fonte: site cavalocrioulo.org
Há 181 anos
Tratado do Ponche Verde pôs fim da Guerra dos Farrapos
Em 1º de março de 1845 era anunciada oficialmente a paz que encerrava a Revolução Farroupilha, iniciada em setembro de 1845. Por quase dez anos o conflito armado marcou o sul do Brasil. O acordo, conhecido como Tratado ou Convenção de Ponche Verde, selou a reconciliação entre os farrapos e o Império de Dom Pedro II, reintegrando o território rio-grandense à unidade imperial.
As negociações avançaram nos campos de Ponche Verde, região de verdes campinas, hoje pertencente ao município de Dom Pedrito. No dia 25 de fevereiro daquele ano, no Acampamento da Carolina, foi lido o documento de paz trazido do Rio de Janeiro por Antônio Vicente da Fontoura. O texto já estava assinado por Luiz Alves de Lima e Silva, então Barão de Caxias, designado pelo Império para conduzir a pacificação.
Em 28 de fevereiro, o acordo foi formalizado pelo presidente da República Rio-Grandense, Gomes Jardim, substituindo Bento Gonçalves, afastado por problemas de saúde. Coube ao general David Canabarro, comandante das forças republicanas, comunicar o fim das hostilidades. Em proclamação à tropa, declarou encerrada a guerra civil que “há mais de nove anos devastava este belo país”, defendendo a união e a preservação da integridade do Império diante de ameaças externas na região do Prata.
Após Porongos
No dia seguinte, o então Barão de Caxias também se pronunciou, conclamando à união e à tranquilidade. Diferentemente do que retrata a ficção televisiva, não houve grande cerimônia conjunta entre os dois exércitos. A paz não era unanimidade entre os farrapos, e um encontro formal poderia reacender tensões.
O tratado extinguiu o governo republicano, concedeu anistia aos revoltosos e permitiu aos farroupilhas indicar o presidente da província. A paz foi assinada meses após o Massacre de Porongos, ocorrido em 14 de novembro de 1844, quando o grupo de Lanceiros Negros, soldados da Revolução Farroupilha, liderados pelo oficial revolucionário canguçuense Joaquim Teixeira Nunes, o Gavião, e que lutavam pela promessa de liberdade.
Fontes: Portal das Missões; wikipedia; site da 25ª Região Tradicionalista