Nicole Silveira escreveu nesta sexta-feira (9) mais um capítulo da história brasileira no skeleton. A atleta nascida em Rio Grande e radicada no Canadá conquistou a medalha de bronze na etapa de St. Moritz, na Suíça, da Copa do Mundo da modalidade.
Foi o primeiro pódio de Nicole na atual temporada olímpica dos esportes de inverno. Com o resultado, ela chega a 808 pontos e sobe para o décimo lugar do ranking. Resta uma etapa para o fim da Copa do Mundo: será em Altenberg, na Alemanha, no próximo dia 16.
O bronze garantido pela rio-grandina na pista suíça, de 1,7 mil metros e 19 curvas, se deu com tempos de 1min11s38 na primeira descida e 1min10s80 na segunda descida. No skeleton, a pontuação final é a soma das duas descidas.
O ouro ficou com a belga Kim Meylemans, esposa de Nicole e líder do ranking da Copa do Mundo, enquanto a estadunidense Kelly Curtis levou a medalha de prata.
De olho nas Olimpíadas
Os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 ocorrem entre os dias 6 e 22 de fevereiro em Milão-Cortina D’Ampezzo, na Itália. A vaga se conquista por meio dos rankings mundiais. No caso do skeleton, o ranking será concluído na próxima etapa, em Altenberg.
Nicole Silveira participou da última edição dos Jogos de Inverno, em Pequim, na China, em 2022. Foi 13ª colocada e alcançou a melhor posição de qualquer atleta do Brasil na competição.
Também natural de Rio Grande, Eduardo Strapasson, 18 anos, outro atleta do skeleton, não conseguiu vaga nas Olimpíadas por meio da Copa América. Eduardo é filho de Emilio Strapasson, ex-atleta da modalidade e atual presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).
O skeleton
Na modalidade, o atleta se lança em um trenó composto por metal e plástico e desce de cabeça a pista. Os equipamentos necessários são um capacete de fibra de vidro, uma sapatilha com mini-agulhas na sola para dar tração durante a largada e um speed suit, espécie de macacão cujo tecido é feito para evitar atrito.
Assim como o bobsled, a origem do esporte remonta ao século 19, com a popularização dos trenós como meio de transporte em montanhas. Alemanha, Áustria, Suíça, Reino Unido e Canadá são alguns dos países que se destacam nas principais competições internacionais, mas a modalidade vem se expandindo a outras nações, como Coreia do Sul, Austrália e o próprio Brasil.
Cada pista tem um trajeto diferente, com sinuosidade e comprimento específicos. A posição do corpo e os movimentos com a cabeça e o ombro, além da pressão feita nas placas do trenó, vão direcionando o atleta.
