Crise na Santa Casa de Rio Grande é grave e médicos podem pedir demissão, avalia Simers

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Crise na Santa Casa de Rio Grande é grave e médicos podem pedir demissão, avalia Simers

Prefeitura busca apoio do governo federal com aumento do Teto MAC

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Crise na Santa Casa de Rio Grande é grave e médicos podem pedir demissão, avalia Simers
(Foto: Jô Folha)

A situação financeira da Santa Casa do Rio Grande é considerada grave e já apresenta risco de desatendimento à população. Atualmente, a dívida total da instituição, que está em recuperação judicial desde 2022, é superior a R$ 400 milhões.

De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), o impacto já atinge os profissionais. Há atraso no pagamento dos médicos, o que motivou a mobilização da categoria. A entidade afirma que os profissionais estão em processo de desligamento e podem se tornar demissionários a partir do dia 25 de abril, caso a situação não se resolva.

A Santa Casa admite atraso nos pagamentos desde novembro de 2025, quando foi quitado 50% da competência daquele mês, com vencimento em dezembro, ficando o restante pendente desde então.

Teto MAC é a esperança

Paralelamente, a prefeitura do Rio Grande esteve em Brasília em busca de recursos para a instituição. Durante reunião no Ministério da Saúde, foi discutida a ampliação e a repactuação do Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (MAC) , um mecanismo que define o volume de repasses federais para serviços de média e alta complexidade.

Segundo a Santa Casa, um eventual aumento no teto MAC poderia viabilizar o pagamento de médicos e fornecedores em atraso, aliviando a crise financeira no curto prazo.

O Simers reforça que a medida é considerada fundamental para garantir a manutenção dos atendimentos. A entidade ainda deve retornar à região nos próximos dias, quando poderá ser realizada uma assembleia para definir os próximos passos da categoria.

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