Polícia Civil combate esquema de extorsão contra comerciantes em Rio Grande

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Polícia Civil combate esquema de extorsão contra comerciantes em Rio Grande

Operação cumpre mandados em residências e na penitenciária da cidade; vítimas eram ameaçadas por criminosos que se passavam por integrantes de facções

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Polícia Civil combate esquema de extorsão contra comerciantes em Rio Grande
(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (2), uma operação para combater um grupo investigado por praticar extorsões contra comerciantes de Rio Grande. A ação foi conduzida pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e cumpriu mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos e também na Penitenciária Estadual de Rio Grande.

As investigações apontam que os criminosos entravam em contato com comerciantes por meio de mensagens de WhatsApp e ligações telefônicas, realizando ameaças e exigindo depósitos bancários. Para intimidar as vítimas, os suspeitos afirmavam falsamente integrar facções criminosas que estariam dominando a cidade.

Segundo a Polícia Civil, as alegações não correspondem à realidade, mas as ameaças têm provocado medo e insegurança entre comerciantes e familiares.

As apurações revelaram que os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para tornar as ameaças mais convincentes. Informações sobre estabelecimentos comerciais, proprietários e familiares eram obtidas em redes sociais e outras fontes abertas, sendo usadas para aumentar a pressão psicológica sobre as vítimas.

A Polícia Civil destacou ainda a atuação do recém-criado Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos de Rio Grande, vinculado à DRACO. A unidade especializada vem investindo em capacitação, técnicas investigativas e ferramentas tecnológicas para ampliar a resposta aos delitos praticados no ambiente digital. A orientação para comerciantes e cidadãos que recebam esse tipo de contato é interromper imediatamente a comunicação, não realizar depósitos, preservar mensagens, áudios e demais provas, além de procurar uma delegacia para registrar a ocorrência.

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