Qual sua proposta, candidato?

editorial

Qual sua proposta, candidato?

Qual sua proposta, candidato?
(Foto: Jô Folha)

A menos de seis meses das eleições, o grande debate a nível presidencial ainda é a tal polarização que, embora diga-se que todos os brasileiros estão cansados dela, segue viva e mais forte do que nunca. Pelo terceiro pleito seguido, discute-se lulopetismo, bolsonarismo e a fantasia de uma terceira via, que todas as pesquisas indicam ser improvável, para não dizer impossível. A nível estadual, a questão está um pouco mais avançada e a discussão já passa por coligações e formações de chapas competitivas. Mas o que quase não se escuta, seja dos postulantes ao Planalto ou ao Piratini, são propostas.

Ideias parecem cada vez mais meros detalhes em uma disputa eleitoral no país. A discussão fica sempre no nós X eles, bom X ruim e no doisladismo que também fomenta a polarização. Quando devíamos estar discutindo infraestrutura, políticas sociais, reindustrialização e aumento do poder de compra da população, estamos mais uma vez andando em círculos, como fizemos em 2018 e 2022.

Portanto, o cidadão que dá expediente para defender seus candidatos em discussões eternas, também deveria estar cobrando que eles apresentem propostas práticas e efetivas para resolver as principais demandas do país. Se não, em mais um pleito o programa de governo será mera formalidade a ser cadastrada junto com os outros documentos na hora de lançar uma candidatura. Após as urnas, ninguém lembra deles. É só o eterno debate vazio de defender cegamente o lado que venceu ou de criticar sem qualquer critério, apenas com o sentimento de que seria melhor com o outro candidato. E isso aconteceu para os dois lados na polarização que vivemos, é preciso lembrar.

Sem um projeto de país que norteie as tomadas de decisão, o próximo governo, seja ele qual for, terá os problemas de sempre: negociar com o centrão, críticas eternas do “outro lado” e daqui quatro anos estaremos debatendo exatamente as mesmas coisas, as pesquisas seguirão dizendo o mesmo e o país estará parado no tempo, mais uma vez.

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