O prédio da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Bernardo de Souza segue impossibilitado de receber estudantes. A instituição foi a mais danificada entre as 16 escolas da rede municipal de Pelotas atingidas pelo tornado de 12 de fevereiro. O projeto de recuperação do telhado está orçado em cerca de R$ 500 mil, e a obra deve durar entre 60 e 70 dias. Enquanto isso, os quase 600 alunos foram realocados para outras escolas.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) informa que mantém contato com a equipe diretiva da unidade e realizou visitas técnicas em conjunto com a Defesa Civil para avaliar as condições estruturais do prédio. A pasta trabalha na elaboração do projeto técnico para a reforma do telhado em parceria com a Secretaria de Urbanismo (Seurb). A proposta prevê a substituição completa da cobertura, além da revisão da estrutura da escola e das instalações elétricas.
De acordo com o prefeito Fernando Marroni (PT), o processo está em andamento com base no decreto de emergência e em uma tomada de preços simplificada. A estimativa é que o investimento na obra seja de aproximadamente R$ 500 mil, com prazo de execução entre 60 e 70 dias. “Vamos substituir as telhas francesas, que são muito pesadas e exigem uma estrutura robusta. Como a estrutura de madeira também não está em perfeitas condições, vamos instalar telhas modernas, do tipo sanduíche, com isolamento térmico”, explica.
Enquanto isso, os alunos da Emei foram redistribuídos para vagas disponíveis em outras escolas da rede municipal, além de instituições parceiras e credenciadas. Segundo a SME, cerca de metade dos estudantes já foi realocada, e há possibilidade de compra de vagas como medida complementar para garantir o atendimento às famílias. A previsão é de que os alunos permaneçam nessas instituições por cerca de dois a três meses, período estimado para a conclusão da obra.
A pasta também informa que houve o remanejo temporário de servidores para unidades com demandas mais urgentes até que a situação estrutural seja resolvida.
