Equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) seguem o trabalho de monitoramento na Estação Ecológica (Esec) do Taim, entre Rio Grande e Santa Vitória do Palmar, desde a identificação de um foco de gripe aviária em aves silvestres. Até o momento, o número de animais mortos ou doentes chega a 15, todos são cisnes-brancos.
A detecção do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) foi confirmada na última terça-feira (3) pelo governo do Rio Grande do Sul. De acordo com o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), as aves foram encontradas na Lagoa da Mangueira. Além disso, a situação não altera a condição sanitária do Estado, nem deve impactar o comércio de produtos avícolas, bem como o consumo.
O chefe da Esec Taim, Fernando Weber, afirma que a identificação do foco no local impactou completamente os trabalhos na unidade. “Agora a gente só trabalha com o monitoramento de gripe aviária, qualquer outro serviço foi parado”, diz. No local trabalham equipes formadas por seis servidores do ICMBio, técnicos da Estação Ecológica, dois membros da Seapi e outros dois do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Com a atual situação, a Reserva do Taim foi interditada por tempo indeterminado, até que o episódio de influenza seja controlado. Estão sendo realizados monitoramentos diários, em conjunto com o serviço de veterinária oficial. O trabalho consiste na busca e acompanhamento dos animais mortos ou doentes. Nesta quarta-feira, por conta do mau tempo, os trabalhos de monitoramento foram prejudicados.
A última vez que havia sido encontrado o vírus H5N1 no local havia sido em 2023, quando a maior parte das aves infectadas foram os cisnes-de-pescoço-pretol. Naquela época, a Reserva Ecológica do Taim ficou interditada por cerca de seis meses.
Identificação
O vírus foi identificado em aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba. A notificação de animais mortos ou doentes foi atendida pelo Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), no dia 28 de fevereiro, e as amostras coletadas foram enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas, unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou a doença.
O SVO está no Taim para aplicar as medidas e os procedimentos para a contingência da Influenza Aviária. Além disso, ações de educação sanitária e conscientização serão realizadas na região.
Caso sejam encontrados animais infectados, eles serão recolhidos, sacrificados e incinerados para evitar que o contágio se alastre e infecte aves domésticas.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em animais devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura através da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou através do WhatsApp (51) 98445-2033.