Futuros moradores do Residencial Junção vivem expectativa de visita presidencial

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Futuros moradores do Residencial Junção vivem expectativa de visita presidencial

Moradias do Minha Casa, Minha Vida começaram a ser construídas em 2016 e serão entregues na próxima semana

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Futuros moradores do Residencial Junção vivem expectativa de visita presidencial
Mais de cinco mil pessoas passarão a morar no Residencial (Foto: Jô Folha)

A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Rio Grande na próxima terça-feira (20) deverá simbolizar um destrave importante para os mais de cinco mil moradores que aguardam a entrega do Residencial Junção. As obras iniciaram há dez anos e o empreendimento tinha previsão de entrega para 2019, mas uma série de dificuldades adiaram a conclusão.

Serão entregues 1.120 apartamentos e 156 casas, que fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) Entidades. Divididos em 70 blocos, os apartamentos são compostos por dois quartos, sala e cozinha juntas e todos possuem sacada com churrasqueira. Durante a cerimônia de entrega, o presidente Lula deverá assinar o contrato de cinco e conhecer uma das habitações.

Atualmente, não há pessoas morando nas unidades, mas as obras já estão concluídas. De acordo com Joaquim Goulart, presidente da Coopernova, uma das cooperativas responsáveis pelas construções, com a retomada do MCMV em 2023, o empreendimento avançou em 40%, mais do que havia sido possível desde o começo dos trabalhos, uma vez que foi permeado por diversas desacelerações e contingenciamentos de pessoal e material. “A obra nunca parou, mas precisamos diminuir o ritmo, desmobilizar equipes, o contexto político não ajudou e com isso desacelerou muito”, afirma.

A logística da visita do presidente a Rio Grande deverá ser definida neste final de semana. Uma equipe de Brasília estará na cidade para avaliar os trajetos que serão feitos por Lula e sua comitiva, que também ainda não tem os integrantes confirmados. A princípio, ele deverá realizar a assinatura dos contratos para a construção dos cinco caseiros no Estaleiro Rio Grande e, à tarde, conduzirá a cerimônia de entrega das moradias na Junção.

Residencial

O projeto do Minha Casa Minha Vida foi aprovado em 2013. Por ser uma área que pertencia à União, era necessária a cedência da mesma para a construção do empreendimento. A portaria foi assinada apenas em 2016 pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O investimento total foi de mais de R$ 123 milhões, sendo cerca de R$ 6 milhões de contrapartida do governo do RS e o restante custeado pelo programa do governo federal. O apoio do governo do Estado foi de R$ 5 mil por unidade habitacional.

A construção ficou sob responsabilidade de cinco cooperativas (Cootrahab, Cooparroio, Cooperlar, Coopernova e Uniperffil), sendo quatro para os apartamentos e uma para as casas.

A prefeitura de Rio Grande aportou aproximadamente R$ 15,7 milhões para infraestrutura pública e de saneamento. Foram realizadas obras de pavimentação, drenagem urbana, iluminação pública, redes de esgoto e de água, além da implantação do sistema viário na região. “É o primeiro condomínio aberto, nestes moldes, do Brasil. As pessoas vão poder integrar o residencial, usar os salões de festa, as academias, as quadras. Não será um condomínio que vai isolar a comunidade”, ressalta Joaquim.

Apartamentos

Os 1.120 apartamentos estão dispostos em 70 blocos de quatro pavimentos, com quatro apartamentos por andar. Cada unidade tem 48,72 m² e conta com ambiente integrado de sala e cozinha, dois dormitórios e banheiro, além de área de serviço e sacada com churrasqueira.

Cada apartamento tem valor aproximado de R$ 100 mil. As famílias que receberão os apartamentos pagarão 60 parcelas equivalentes a até 5% do valor do imóvel, algo que oscila entre R$ 80 e R$ 170 mensais.

Na área externa, existe espaço de estacionamento para todas as unidades de apartamentos. Também foram construídas áreas de lazer como salão comunitário, quadras poliesportivas, academias ao ar livre e quiosques equipados com churrasqueiras.
Neste final de semana acontecerão assembleias gerais para a eleição do conselho administrativo do empreendimento. Será escolhido o síndico e cada um dos blocos terá um subsíndico como representante.

Casas

Cada uma das 156 casas custou cerca de RS 77 mil e já estão ocupadas pelas famílias. As habitações têm 43,55 m², com ambiente integrado de sala e cozinha, dois dormitórios, banheiro e área de serviço. Oficialmente não há estacionamento, mas existe um recuo entre as casas e a rua, que tem sido usado pelos moradores para isso.

Assinatura dos contratos

Parte dos novos moradores fará a assinatura dos contratos de suas residências entre 20 e 22 de janeiro, quando equipes da Caixa Econômica Federal estarão em Rio Grande para a ação.

Navios

O presidente Lula fará a assinatura dos contratos que garantem o início da etapa de projetos para a construção dos cinco navios gaseiros, da Transpetro, no Estaleiro Rio Grande, pela Ecovix.

Presidente Lula cumprirá agenda no Porto de Rio Grande na terça-feira, onde assinará contratos de navios (Foto: Jô Folha)

A construção do primeiro navio deverá ser iniciada após a assinatura do contrato, com prazo de entrega em até dois anos e meio. As embarcações seguintes serão entregues em intervalos de seis meses.

Em fevereiro deste ano, Lula esteve em Rio Grande para assinar o contrato de construção de quatro navios do tipo Handy, marcando a retomada do polo naval na região Sul. O investimento era de US$ 278 milhões, com expectativa gerar mais de mil empregos diretos. Os contratos destes navios já estão em execução desde setembro do ano passado. No momento, o empreendimento encontra-se em fase de engenharia e o Estaleiro está sendo preparado. Quanto às contratações, a Ecovix projeta que em março a mão de obra direta deva ser chamada.

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