Gilson Maciel vê exigência maior e cita interesse por projeto da SAF antes de renovar

Olho em 2026

Gilson Maciel vê exigência maior e cita interesse por projeto da SAF antes de renovar

Com contrato estendido, treinador do Brasil menciona importância de metodologias internas para ter sucesso

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Gilson Maciel vê exigência maior e cita interesse por projeto da SAF antes de renovar
Maciel dirigiu a equipe da Baixada em dez partidas até o troféu da Copa FGF (Foto: Jô Folha)

Gilson Maciel diz não ter renovado com o Brasil apenas pela oportunidade de guiar a equipe na Série D do Brasileirão e na Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. O treinador campeão da Copa Professor Ruy Carlos Ostermann conta que manifestou interesse em saber a respeito do projeto dos novos gestores do clube, a partir da consolidação da SAF. Sobre a parte esportiva, é enfático ao avaliar: o nível das competições será mais alto.

Em entrevista à Rádio Pelotense 99,5 FM nesta quinta-feira (18), um dia depois da oficialização da permanência no Xavante ao lado do auxiliar Lucas Guarienti, com contrato até o fim de 2026, o técnico revelou a existência de conversas desde antes mesmo do fim da Copa da FGF. O interesse mútuo terminou em renovação para tentar, na próxima temporada, acessos em nível estadual e nacional.

“Quando começamos a conversar, o problema não era o lado financeiro e sim o projeto. Aquilo que vamos ter pela frente. São desafios. […] Coloquei para as pessoas responsáveis que as exigências eram outras. O que montamos para disputar a Copa foi importante, mas agora, esse calendário de 2026, é totalmente diferente”, aponta o último comandante da era associativa e o primeiro da era SAF do Rubro-Negro.

Três pessoas foram importantes ao longo das negociações concluídas, de maneira oficial, 17 dias após a conquista da Copinha: o coordenador técnico e amigo pessoal de Gilson, Hélio Vieira; o ex-volante Emerson da Rosa, um dos investidores do Consórcio Xavante; e o conselheiro Leandro Sinott, um dos principais responsáveis pelo longo processo de transformação administrativa do Brasil.

Subida de patamar

Maciel dirigiu a equipe da Baixada em dez partidas. Foram cinco vitórias e cinco empates até os 2 a 0 sobre o Aimoré, jogo da taça. Chamado para um período de no máximo 50 dias de trabalho, o técnico enfrentou a necessidade de repor o time titular constantemente em função de perdas de jogadores por desligamentos do clube ou lesões. Agora, em um novo momento, ele espera – e cobrará – outra realidade.

“Precisa qualificar. Trazer jogadores com essa característica, que entendam o que é jogar no Brasil. A gente sabe das características, do DNA do Brasil, e em pouco tempo conseguimos colocar. Tivemos resultados. Foi bom, ganhamos, é importante, mas agora a régua vai subir”, analisa.

O treinador acumula uma experiência na Série D, que é o primeiro campeonato do Xavante em 2026, a partir de abril. Foi em 2021, pelo Aimoré. De lá para cá, o profissional tem observado padrões que resultaram em sucesso, sobretudo fora do campo, no âmbito administrativo. Gilson menciona o exemplo do Barra, de Balneário Camboriú (SC), um dos clubes que ascenderam para a Série C do próximo ano.

“A organização vem de fora para dentro e reflete no campo. É importante ter processos em cada área. Seja na parte técnica, física, médica. Criar metodologias para que os erros sejam menores. Olhar experiências das equipes que subiram, que foram extremamente organizadas. São os ensinamentos que a gente tira”, afirma.

Confira a entrevista completa de Gilson Maciel no player abaixo

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