A construção civil vive momentos de grandes transformações e segue como um dos pilares de desenvolvimento de Pelotas. Neste sentido, o Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário (Sinduscon) tem promovido encontros técnicos para a qualificação dos seus associados e a atualização de questões que envolvem o dia a dia do setor.
Nesta terça-feira (7), uma reunião-almoço entre membros e a Secretaria de Urbanismo de Pelotas, debateu os investimentos, os projetos de proteção urbana e obras estruturantes em execução e projeção no município.
O presidente do Sinduscon, Marcos Fontoura, destaca que o encontro ocorreu no dia do aniversário de 214 da cidade como um marco para celebrar e também pensar no futuro de Pelotas. “Para o crescimento da cidade, as questões que envolvem o urbanismo são essenciais”, diz.
Fontoura defendeu a importância do diálogo entre o órgão e o executivo pelotense para que o setor seja um proponente ativo de discussões que envolvam a solução de impasses ao desenvolvimento urbano e socioeconômico. Além disso, destaca o incentivo para maior participação de empresas de Pelotas nas obras da cidade. “É um momento de aproximação, de atualização, onde a gente quer entender para que rumo o secretário está direcionando a sua Secretaria. Nós somos os construtores da cidade, então nós queremos poder estar alinhados com o plano de expansão urbana, das obras de melhoria de infraestrutura e de obras públicas. Tudo vai acabar passando indireta ou diretamente pelas nossas mãos para todos esses projetos a serem desenvolvidos”, afirma o presidente.
Cooperação
O secretário de Urbanismo, Otávio Peres, destaca que o encontro é uma oportunidade do executivo mostrar ao setor que também está comprometido com o desenvolvimento de Pelotas. “É bem simbólico isso e procuramos trazer para os construtores essa perspectiva nossa de empreendedorismo, de investimento, com o compromisso de proteger e estruturar a cidade, tal como os empreendedores aqui da iniciativa privada o fazem”, diz.
Peres afirma que a relação entre a secretaria e o empreendedorismo local é boa, mesmo que as perspectivas de atuação sejam diferentes. “O interesse do urbanismo do Sinduscon geralmente é pautado de outra perspectiva, nós somos os reguladores e eles os proponentes, nos colocando em dois lados de uma mediação, mas que enfrentam os mesmos desafios de fazer a obra para melhorar a realidade da nossa cidade”, afirma o secretário.
Projetos
Durante a exposição aos construtores, o secretário de Urbanismo abordou os principais projetos em desenvolvimento na infraestrutura da cidade, principalmente aqueles relacionados com a proteção do território aos efeitos das mudanças climáticas. Foram detalhados os projetos que já tem recursos garantidos pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), do governo estadual, e pelo Firece, do governo federal. As obras contemplam a proteção de áreas como o Laranjal, Vasco Pires e o entorno dos Canais do São Gonçalo e Santa Bárbara.
Também foram abordados projetos de ambiências, que são aqueles direcionados para a estruturação da paisagem, além da execução de equipamentos públicos de saúde, educação, áreas verdes e do núcleo patrimonial da cidade. “É uma reconstrução de base social, onde priorizamos a periferia, os bairros, e a questão ambiental que traz consigo a necessidade de estruturas de proteção”, afirma o secretário.
Peres adiantou que, ainda neste ano, está projetado o lançamento de uma licitação mais ampla para a reforma do Mercado Central de Pelotas.
Construção civil de Pelotas
O setor movimenta um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 667 milhões, representando 8,1% do PIB municipal. As empresas associadas ao Sinduscon de Pelotas executam, em média, 150 mil metros quadrados de área construída por ano. A cadeia produtiva também possui forte impacto na geração de emprego e renda. O setor mantém uma média histórica de aproximadamente 13 mil postos de trabalho diretos em canteiros de obras, além dos empregos indiretos gerados por uma cadeia que envolve 192 atividades industriais, extrativistas, comerciais e de serviços. Outro indicador reforça o efeito multiplicador da construção civil: para cada unidade monetária investida nos canteiros de obras, outras 18,9 unidades são movimentadas no sistema econômico.
