Ponte com a Saúde

Opinião

Pedro Petrucci

Pedro Petrucci

Jornalista

Ponte com a Saúde

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Um grupo de vereadores se reuniu com a Prefeitura de Pelotas para encaminhar medidas de aproximação com a Secretaria Municipal de Saúde, uma cobrança recorrente do Legislativo em relação à pasta. O encontro definiu a criação de um canal direto entre a Secretaria e os parlamentares, com a indicação de um ponto focal no governo para acompanhar as demandas, além da realização de reuniões mensais com vereadores que acompanham a área. A CPI que pretende investigar a Secretaria também esteve na pauta.

O avanço no diálogo institucional ocorre em um momento sensível. A CPI da Saúde está pronta para ser instalada, com todos os assentos já indicados pelas bancadas. O vereador Daniel Fonseca (PSD), autor do requerimento, indicou que a reunião para escolha do relator deve ocorrer na próxima semana, bem como as primeiras convocações.

Em entrevista à Rádio Pelotense, a secretária municipal de Saúde, Ângela Vitória, afirmou que o tema está sendo dialogado e que o documento da CPI levanta questões que não podem permanecer em aberto. Ela citou, entre os pontos, as denúncias de assédio dentro da secretaria. “Se existir, é importante que esse diálogo se afine. Que não fique somente no levantar da possibilidade”, afirmou.

A secretária também ponderou que a pasta tem mais de dois mil trabalhadores e que, em uma estrutura desse tamanho, eventuais situações precisam ser apuradas. A CPI lista seis eixos de apuração. Entre eles estão a fila do SUS, a falta de divulgação da escala de profissionais nas unidades de saúde, o pagamento de horas extras sem comprovação do trabalho realizado, servidores em funções diferentes das previstas nos cargos, denúncias de assédio moral e casos de pacientes que teriam agravamento do quadro ou morte enquanto aguardavam atendimento determinado pela Justiça.

A reunião não derruba a CPI. E, pelo cronograma informado por Daniel, também não freia o início dos trabalhos. Mas cria um caminho paralelo. De um lado, a Prefeitura tenta organizar respostas e melhorar o fluxo com os vereadores. De outro, a CPI entra na semana que vem em fase prática, com relatoria e primeiros nomes na mesa. O diálogo pode ajudar a esclarecer parte dos pontos. O desgaste político, no entanto, já está posto.

Futuro do governador

A entrevista de José Luis Marasco Leite, pai do governador Eduardo Leite, à Rádio Pelotense, trouxe um bastidor importante sobre o futuro político do filho. Segundo ele, Eduardo deve passar um período afastado de cargos públicos após encerrar o ciclo no Piratini. A tendência, conforme relatou, seria uma entrada na iniciativa privada.

O professor Marasco foi cuidadoso. Disse que o governador não abriu exatamente ao pai qual será o próximo passo, mas indicou que existe a possibilidade de esse movimento ocorrer em São Paulo. Não seria, aliás, a primeira pausa calculada da carreira. Entre o fim da Prefeitura de Pelotas e a eleição para o governo do Estado, no intervalo entre 2016 e 2018, Eduardo Leite passou um período estudando nos Estados Unidos. Naquele momento, saiu temporariamente da linha de frente, mas voltou em seguida para disputar e vencer a eleição estadual.

O pai também revelou uma dimensão mais familiar da discussão presidencial. “Eu e a mãe dele não desejávamos que ele fosse presidente. Pelo menos por enquanto”, afirmou. Na sequência, fez a defesa do filho: “Ele seria um bom presidente. Está na vida pública há bastante tempo, como prefeito e governador, sem nenhuma mácula moral”.

Nova presidente

O PL Mulher de Pelotas terá nova presidência. Quem assumirá o comando local do movimento será a policial penal Janice Quinzen, filiada ao partido há mais de três anos e candidata a vereadora na eleição passada. A posse deve ocorrer em breve, com a presença da presidente estadual do PL Mulher, Adriane Cerini. Nos bastidores, a data trabalhada é o dia 26, aproveitando uma possível agenda do deputado federal Zucco em Pelotas, o que daria peso político ao ato e reforçaria a organização do PL na cidade.

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