Municipários mantém negociação com a prefeitura por reajuste salarial

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Municipários mantém negociação com a prefeitura por reajuste salarial

Categoria vai formar uma comissão para buscas avanços nos pontos considerados insuficientes

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Municipários mantém negociação com a prefeitura por reajuste salarial
Categoria esteve reunida na manhã desta quarta-feira (3). (Foto: Junior Ebersol)

A assembleia do Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp) aprovou, nesta quarta-feira (3), a continuidade das negociações com o Executivo após avaliar a resposta da prefeitura à pauta da data-base 2026. A categoria decidiu não rejeitar a proposta apresentada pelo governo e autorizou a formação de uma comissão de negociação para buscar avanços nos pontos considerados insuficientes.

Segundo o presidente do Simp, Tiago Botelho, a avaliação da direção é de que houve avanços em mais da metade das reivindicações apresentadas pelos servidores. “Entendo que avançamos, temos ganhos ali sim, mas podemos ter mais, podemos abrir mais canais”, afirma.

Entre os pontos considerados positivos pelo sindicato está a proposta de reajuste salarial de 5,4%, apesar de ficar abaixo dos 9,77% reivindicados pela categoria. “Ainda aquém do que nós aprovamos, mas pelo menos a primeira resposta do Executivo já nos traz, além da inflação, um ganho real”, avalia.

Outros temas comemorados pela direção sindical foi o compromisso do Executivo de que o futuro Plano de Carreira não terá servidores recebendo abaixo do salário mínimo nacional e a manutenção da complementação salarial com base no piso regional do Rio Grande do Sul, atualizado para R$ 1.884,75. “É importante ter isso numa resposta por escrito. O Executivo afirma categoricamente que nenhum trabalhador ou trabalhadora no plano de carreira terá salário padrão inferior ao mínimo nacional”, destaca.

Proposta do vale-alimentação é criticada

Entre os principais pontos que continuarão sendo cobrados pelo sindicato está a valorização do vale-alimentação. O governo propôs reajuste de 5,4%, elevando o benefício para R$ 560, mas rejeitou a criação de uma parcela adicional no final do ano. De acordo com a categoria, se não for possível pagar o vale-extra em dezembro, a exigência será o cumprimento integral de reajuste que atingirá R$ 600,00 mensais.

Outro tema que permanece em debate envolve os auxiliares de educação infantil. A Prefeitura manteve o entendimento de que não há respaldo legal para o reenquadramento desses profissionais no quadro do magistério nem para a aplicação do piso nacional da categoria.

A direção também criticou a negativa do governo em regulamentar o pagamento da parcela adicional destinada aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias na forma reivindicada pela categoria.

Apesar das divergências, a assembleia optou por manter as negociações abertas. A proposta aprovada prevê a criação de uma comissão com representantes de diversos segmentos do funcionalismo para discutir os pontos pendentes diretamente com o Executivo. A expectativa do sindicato é realizar uma nova rodada de negociações com a Prefeitura já na próxima semana.

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