Um mês depois, pescador segue desaparecido na Lagoa dos Patos

embarcação pesqueira

Um mês depois, pescador segue desaparecido na Lagoa dos Patos

Buscas foram suspensas no dia 17 de maio pela Marinha do Brasil

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Um mês depois, pescador segue desaparecido na Lagoa dos Patos
Quatro pescadores estavam no barco e três corpos foram encontrados, até o momento (Foto: Divulgação)

Há um mês, o naufrágio de uma embarcação pesqueira na Lagoa dos Patos, nas proximidades da Ilha Marechal Deodoro, em Pelotas, mobilizou equipes de buscas do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil, além do auxílio paralelo dos pescadores da região. Quatro pescadores estavam no barco e três corpos foram encontrados, até o momento. As buscas foram formalmente encerradas na semana passada, mas o monitoramento da área continua.

O barco pesqueiro havia saído de São José do Norte e os bombeiros iniciaram as buscas aos tripulantes da embarcação assim que foram informados do naufrágio, ainda na noite do dia 1º de maio, com uma equipe de Pelotas. Foram empenhados mergulhadores, monitoramento nas encostas da Lagoa dos Patos e com embarcações, que envolveram efetivos de Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande e São José do Norte. Desde o dia 17 de maio não há mais uma guarnição totalmente dedicada à localizar o pescador nortense Junior Araújo, último tripulante ainda desaparecido.

Em nota, a Marinha do Brasil ressaltou que as buscas foram suspensas e não encerradas, o que significa dizer que novas ações serão realizadas sempre que meios da Marinha estiverem em operação na área ou quando novos fatos e informações sobre o desaparecido sejam indicadas.

A Marinha também afirma que a decisão de suspender as buscas levou em consideração o tempo decorrido e a cobertura de todas as áreas prováveis para resgate do tripulante, considerando o cálculo da deriva provocada pela influência do vento e da corrente.

O tenente-coronel, Mateus Bastianello Scremin, novo comandante do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), afirma que, apesar de não empenharem efetivos específicos para o monitoramento 24h da área, a guarnição de São José do Norte e as demais sob responsabilidade do 3º BBM seguem atentas e monitorando o entorno da área onde a fatalidade aconteceu.

Vítimas

O primeiro corpo a ser encontrado foi o do pescador Marlon Lopes da Silva, de 26 anos, natural de São José do Norte. Ele foi retirado da água, no sábado, 2, por outro pescador e levado para o atracadouro da Colônia Z-3. Após identificação e a assinatura de uma procuração, o corpo foi liberado e encaminhado para a cidade natal do pescador para o sepultamento.

No domingo, 3, outro corpo de um dos tripulantes foi localizado pelas equipes. Identificado como Talles Silva Salles, 27 anos, o pescador também era natural de São José do Norte, e foi encontrado nas proximidades do Farol do Estreito, em área nortense.

Cerca de uma semana depois do naufrágio, o corpo do terceiro pescador foi localizado, também nas proximidades do Farol do Estreito. Ele foi identificado como André Amorim, natural de São José do Norte. Segundo a família, o homem já havia sido salvo de outras duas situações de naufrágio.

A embarcação foi localizada pelo Corpo de Bombeiros, no fundo da lagoa e levada por embarcações de outros pescadores até o atracadouro de São Lourenço do Sul.

Recomendação

Após o ocorrido, a Marinha do Brasil recomenda o uso do aplicativo NAVSEG, desenvolvido em parceria com o Ministério do Turismo, que está disponível tanto para sistemas Android quanto Iphone (iOS), oferecendo mais praticidade e segurança a condutores e passageiros que navegam em todo território nacional. O aplicativo permite que a Autoridade Marítima monitore, em tempo real, o trajeto de cada embarcação, desde a partida até a chegada ao destino informado. O funcionamento do aplicativo é baseado no envio de  dados, da embarcação, pelo condutor, por meio do seu celular. Através do sistema, a posição da embarcação em navegação é transmitida para os núcleos de monitoramento da MB, operados pelas Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências.

A Marinha incentiva a participação da comunidade na divulgação de emergências náuticas e pedidos de auxílio, que poderá ser feita por intermédio do telefone 185.

“Face às peculiaridades dessa ocorrência, salienta-se à comunidade marítima que esteja atenta aos veículos de comunicação disponíveis para, constantemente, verificar as condições meteorológicas, bem como o estado do mar (meteoceanográficas) em sua área de navegação, antes de desatracar com a embarcação”, recomenda a nota.

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