Plano de contingência reorganiza atendimento nas rodovias do Polo Pelotas

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Plano de contingência reorganiza atendimento nas rodovias do Polo Pelotas

Após o término da concessão, atendimento a emergências passa a ser realizado pelo Samu, Corpo de Bombeiros e PRF

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Atualizado quarta-feira,
04 de Março de 2026 às 16:17

Plano de contingência reorganiza atendimento nas rodovias do Polo Pelotas
Atendimentos no Polo Pelotas eram realizados pela Ecovias Sul. (Foto: Divulgação)

Com o fim da concessão das praças de pedágio do Polo Rodoviário de Pelotas, o Departamento de Regulação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) elaborou um plano de contingência para garantir o atendimento de urgências e emergências nas rodovias da região. A estratégia foi construída em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e busca organizar a atuação das estruturas já existentes responsáveis pelos resgates.

Desde quarta-feira (4), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) passou a administrar os 459,6 quilômetros de rodovias que integram o Polo Rodoviário de Pelotas até que uma nova empresa assuma a concessão. Diferentemente da concessionária, o órgão federal não prestará serviços de atendimento a falhas mecânicas, emergências ou acidentes. A expectativa é de que uma nova licitação seja concluída em até seis meses ou um ano.

Com isso, a responsabilidade pela cobertura de sinistros passa a ser do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e da PRF. De acordo com o diretor do Departamento de Regulação da SES, Rogério Schneider, em caso de emergência o ideal é acionar o Samu pelo número 192. Também é possível contatar a Polícia Rodoviária Federal pelo telefone 191.

Entenda as mudanças no atendimento

Schneider explica que o atendimento funcionará em forma de rede, na qual os municípios dão suporte uns aos outros. A coordenação das ocorrências será feita pela Central de Regulação do Estado, responsável por definir quais equipes devem ser mobilizadas em cada situação. “A partir daí são acionados todos os entes que fazem parte daquela região para prestar o atendimento. Além de mobilizar ambulâncias do Samu, também podemos solicitar apoio de outros órgãos, quando necessário”, afirma.

Segundo o diretor, não houve alteração na rede hospitalar que recebe as vítimas. A principal mudança ocorre na etapa pré-hospitalar, ou seja, no atendimento realizado no local do acidente e no transporte até a unidade de saúde. Esse serviço passará a ser executado pelas equipes do Samu do município mais próximo da ocorrência. “A divisão dos trechos foi determinada conforme os polos regionais”, explica.

Schneider destaca ainda que o atendimento pode envolver mais de um município, dependendo do número de vítimas e das características do acidente. Em situações com pessoas presas às ferragens, por exemplo, é necessário o apoio do Corpo de Bombeiros, responsável pelo desencarceramento – procedimento que não é realizado pelo Samu.

O diretor também orienta que motoristas e usuários das rodovias evitem se expor ao se depararem com acidentes. “O correto é acionar os órgãos responsáveis. Muitas vezes, pessoas param para ajudar e acabam se tornando novas vítimas, inclusive por atropelamento”, alerta. Ele acrescenta que não houve necessidade de treinamento específico das equipes, já que esse tipo de atendimento faz parte da rotina dos profissionais.

Em relação à possibilidade de ampliação do número de viaturas ou ambulâncias, Schneider afirma que não há necessidade do ponto de vista logístico. “O que muda é a atenção ao acionamento e à regulação. Antes, quem fazia a sinalização do acidente era a própria concessionária. Agora, esse acionamento será feito pelo próprio usuário da via, pela PRF, pelo Corpo de Bombeiros ou pelo Samu”, explica.

Avaliação e monitoramento

Segundo Schneider, os atendimentos serão acompanhados continuamente para avaliar os resultados do plano de contingência. Como se trata de situações imprevisíveis, o principal indicador observado será o tempo de resposta das equipes. “A ideia é evitar tempos de resposta muito elevados, mas é importante lembrar que sempre há um tempo de deslocamento das viaturas, tanto nas cidades quanto nas rodovias”, conclui.

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