Bayer Leverkusen, Roma, Juventus, Real Madrid e Milan foram os clubes que Emerson Rosa defendeu na Europa entre 1997 e 2009. Agora investidor da SAF do Brasil, o pelotense pretende aproveitar contatos e amizades construídas durante a carreira a favor do projeto no Xavante.
Em entrevista exclusiva à Rádio Pelotense 99,5 FM nesta quinta-feira (15), o ex-volante da Seleção Brasileira não escondeu o interesse de uma aproximação com a Juventus, por exemplo. Por outro lado, prega cautela ao afirmar que uma eventual conversa sobre parceria só poderia ocorrer quando o trabalho na Baixada estiver muito mais avançado.
“A gente precisa trabalhar por etapas. Como estamos muito no início, ainda concretizando algumas etapas, esse momento é muito delicado para buscar parceiros. Temos que arrumar a casa de uma forma que depois se possa conversar com pessoas de fora. A ideia é essa”, disse Emerson.
Caso do Fragata
O investidor relembra o exemplo do Fragata Futebol Clube, projeto que liderou na primeira metade da década passada em Pelotas. Depois de um período de atuação e estabilização, o clube fechou uma parceria com a Roma.
“O Fragata conseguiu a Roma após um ano trabalhando. O pessoal vem fiscalizar, olhar o que está sendo feito. Quem são os profissionais, a mentalidade do clube, método. São várias questões. Se tratando individualmente de um ex-colega, as portas estão abertas. Todos meus ex-colegas sabem”, enfatizou na Pelotense.
“Hoje, não teríamos como oferecer algo”
Questionado a respeito do caso específico da Juventus e do ex-zagueiro Giorgio Chiellini, com quem jogou no time de Turim entre 2005 e 2006 e que hoje é diretor de relações institucionais da Velha Senhora, Emerson reforçou a importância de desenvolver o projeto da SAF do Brasil antes de qualquer possível avanço.
“O Chiellini é o diretor da Juventus, clube com que me identifiquei muito na carreira e com o qual gostaria muito de ter uma parceria futura. Isso pode ser um objetivo nosso, mas não agora. Hoje, não teríamos como oferecer algo para a Juventus nem para outra equipe em função de que não temos a estrutura ideal”, disse.
O ex-volante também dividiu vestiários com alguns dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Esteve em duas Copas do Mundo (1998 e 2006) e acabou cortado do Mundial de 2002, ano do penta e quando era capitão, por conta de uma lesão.
“Oferecer algo para amigo nunca é fácil, então a gente acaba dando essa liberdade. Converso com muitos colegas da minha geração de Seleção Brasileira que hoje estão sabendo da minha situação dentro do Brasil e as portas estão abertas, sim, para que a gente converse quando quiserem. Quem sabe, a gente pode ter outros parceiros”, disse.
