Nicole Silveira garante vaga nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026

Skeleton

Nicole Silveira garante vaga nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026

Atleta rio-grandina confirmou classificação antecipada via ranking após pódio na Copa do Mundo

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Atualizado terça-feira,
13 de Janeiro de 2026 às 10:45

Nicole Silveira garante vaga nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
Atleta disputará sua segunda Olímpiada na carreira (Foto: Viestrus Lacis IBSF)

Faltando menos de um mês para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, a atleta rio-grandina Nicole Silveira confirmou vaga no skeleton. Com apenas uma etapa restante para o fim do circuito mundial, a brasileira chegou aos 808 pontos no ranking, abrindo vantagem de 351 pontos sobre a dinamarquesa Nanna Johansen, que ocupa a posição seguinte.

Como a pontuação máxima em uma única etapa da Copa do Mundo é de 225 pontos, Nicole não pode mais ser ultrapassada e garantiu antecipadamente a classificação olímpica.

A atleta somou pontos decisivos ao conquistar a medalha de bronze na etapa de St. Moritz, na Suíça, da Copa do Mundo. O ranking será concluído na próxima etapa, em Altenberg, na Alemanha, novamente com participação da atleta rio-grandina, radicada no Canadá.

“Essa medalha mostra que todo sacrifício e esforço estão valendo a pena. O bronze me dá muita confiança de que estamos no caminho certo”, disse Nicole.

O resultado confirma a regularidade da atleta entre as principais competidoras da modalidade e consolida sua presença na elite do skeleton mundial em um momento decisivo da preparação olímpica.

“Prometo dar o meu melhor em cada descida, com a garra e o coração que representam o nosso país. Que a gente siga juntos, acreditando e mostrando que o Brasil também pode brilhar nos esportes de inverno”, concluiu.

De olho nas Olimpíadas

Os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 ocorrem entre os dias 6 e 22 de fevereiro, em Milão-Cortina d’Ampezzo, na Itália.

Nicole Silveira participou da última edição dos Jogos de Inverno, em Pequim, na China, em 2022. Na ocasião, terminou na 13ª colocação, alcançando a melhor posição de um atleta brasileiro na história da competição.

Também natural de Rio Grande, Eduardo Strapasson, de 18 anos, outro atleta do skeleton, não conseguiu vaga nas Olimpíadas por meio da Copa América. Eduardo é filho de Emilio Strapasson, ex-atleta da modalidade e atual presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG).

O skeleton

Na modalidade, o atleta se lança em um trenó composto por metal e plástico e desce a pista de cabeça. Os equipamentos necessários são um capacete de fibra de vidro, sapatilhas com miniagulhas na sola para dar tração durante a largada e um speed suit, espécie de macacão com tecido desenvolvido para reduzir o atrito.

Assim como o bobsled, a origem do esporte remonta ao século 19, com a popularização dos trenós como meio de transporte em regiões montanhosas. Alemanha, Áustria, Suíça, Reino Unido e Canadá estão entre os países de maior destaque nas competições internacionais, mas a modalidade vem se expandindo para outras nações, como Coreia do Sul, Austrália e o próprio Brasil.

Cada pista possui um trajeto diferente, com sinuosidade e comprimento específicos. A posição do corpo e os movimentos com a cabeça e os ombros, além da pressão exercida nas placas do trenó, são determinantes para direcionar o atleta durante a descida.

 

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