Tecon projeta geração de mais de 1,2 mil empregos em empreendimento bilionário

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Tecon projeta geração de mais de 1,2 mil empregos em empreendimento bilionário

Será investido mais de R$ 1 bilhão na expansão da operação em Rio Grande

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Tecon projeta geração de mais de 1,2 mil empregos em empreendimento bilionário
(Foto: Jô Folha)

Mais de 220 empregos diretos e cerca de mil empregos indiretos é o que projeta o Terminal de Contêineres (Tecon) de Rio Grande com o investimento de mais de R$ 1 bilhão no incremento da capacidade de produção do terminal, até 2032. Com o investimento, o Tecon se consolida como um dos principais terminais de contêineres do país.

A capacidade de operação do terminal deverá dobrar. Atualmente, o local opera 1,4 milhão de TEUs (unidade de medida do setor portuário e logístico que representa o volume de um contêiner marítimo) por ano. Com a expansão, capacidade deverá ultrapassar 3,2 milhões de TEUs.

Segundo o diretor-presidente da Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, o plano de investimento compreenderá a ampliação do cais, de 900 metros para 1,1 mil metros. “A ampliação do berço é um dos principais fatores para garantir a operação de três navios simultaneamente, permitindo que o terminal receba navios de grande porte, que hoje já superam a marca dos 360 metros de comprimento”, explica.

Além dessa expansão física, o aporte contempla aquisição de equipamentos de cais e pátio, bem como melhorias de infraestrutura do complexo para comportar esse futuro fluxo de movimentações.

Ainda de acordo com Bertinetti, o motivo para a expansão é evitar gargalos futuros com a operação de navios maiores no Brasil com escala global. “Existe uma enorme necessidade pública de que o terminal invista agora para evitar que projeções futuras de gargalos se concretizem, o que reforça que esse movimento não é uma expansão voluntária, mas sim, um compromisso indispensável para garantir o escoamento das cargas e o crescimento do Estado frente às limitações estruturais de médio prazo”, diz.

O preço do frete poderá ter impacto

O Tecon entende que a garantia do fluxo contínuo e ágil poderá resultar na competitividade da indústria, impactando no preço do frete. O custo normalmente é calculado de acordo com o tamanho do navio, consumo de combustível e rota, portanto, a expansão do terminal vai contribuir, mas não é um fator determinante para o custo do frete marítimo, conforme explica Bertinetti. “A ampliação da infraestrutura e a busca por maior produtividade são os únicos caminhos para evitar sobrecarga do sistema e resultam em pressões de custo no frete”, afirma.

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