Ministério Público analisa cenário da prevenção de desastres climáticos na Zona Sul

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Ministério Público analisa cenário da prevenção de desastres climáticos na Zona Sul

Iniciativa do Gabinete de Estudos Climáticos do órgão, seminário reunirá representantes locais em torno do debate de ações preventivas

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Atualizado segunda-feira,
09 de Março de 2026 às 17:49

Ministério Público analisa cenário da prevenção de desastres climáticos na Zona Sul
Planos de contingência dos municípios devem ser atualizados (Foto: Jô Folha)

Na próxima sexta-feira (13), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a partir do Gabinete de Estudos Climáticos (GabClima), promoverá um seminário com o objetivo de discutir ações de prevenção, preparação e respostas à desastres. De acordo com a Promotora de Justiça, Ximena Cardozo Ferreira, um dos pontos centrais do encontro será o reforço da importância de atualização dos planos de contingência dos municípios.

Segundo a promotora, o Brasil se acostumou a fazer a mediação e a gestão de crise quando a catástrofe já aconteceu, no entanto, é necessário que os gestores tenham em mente que é necessário focar na prevenção de riscos de desastres e na preparação para suas atuações, de forma a garantir o atendimento pleno da população e a mitigação das consequências. Com isso, a ideia do MPRS é preparar as comunidades para os desastres climáticos que poderão se tornar cada vez mais rotineiros no Rio Grande do Sul.

A atuação do GabClima é uma forma do Ministério Público atuar em todas as fases do ciclo dos desastres – desde a crise até o momento de recuperação.

Estamos preparados?

Questionada se, caso o episódio de enchentes de 2024 ocorresse neste momento, os municípios gaúchos estariam preparados, a promotora de justiça afirma que não seríamos “pegos de surpresa”, devido a magnitude do que o Rio Grande do Sul viveu à época.

No entanto, seriam exigidas defesas civis municipais mais equipadas, preparadas para apresentar melhores monitoramentos e alertas, o que precisa ser uma preocupação urgente dos gestores públicos. “Esse é o foco desse evento do Ministério Público, especificamente. Nós temos nos dedicado aos planos de contingência municipais, que são uma forma de preparar justamente as comunidades para o enfrentamento dos desastres mais frequentes”, diz.

Os planos de contingência são instrumentos fundamentais no planejamento de ações e, segundo a promotora, precisam de revisões periódicas pois os contextos, necessidades e equipamentos disponíveis vão sendo alterados também conforme o passar do tempo. “A gente precisa que cada município olhe para a sua realidade, para que, no momento que ocorre um evento extremo, já saibam quem faz o quê. Essa é a forma como melhor se prepara para a ocasião de um evento extremo”, detalha Ximena.

Agentes políticos e proteção ambiental

A ordenação do território é essencial para uma melhor gestão do espaço. Por conta disso, a promotora reitera a necessidade da compreensão dos gestores da criação de planos de contingência que não sejam “apenas papel”, mas uma carta de compromisso com a proteção ambiental e com a garantia de segurança da população.

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