Há 200 anos
Neste ano, uma das construções coloniais históricas de Pelotas, chega a marca de dois séculos de existência. Construída em 1826, pelo charqueador Inácio Rodrigues Barcellos, a Charqueada Santa Rita fica na beira do arroio Pelotas.
Além desta, a família Barcellos possuía outras charqueadas na região. O estilo arquitetônico na construção é o colonial português, muito comum nas construções pelotenses do início do século 19.
O imóvel está localizado bem próximo à charqueada São João, construída entre 1807 e 1810, que abrigava a família do charqueador Antônio José Gonçalves Chaves. No inventário de 1863, contava que a Santa Rita possuía 30 pessoas escravizadas.
Características
No prédio estão bem marcadas algumas das características do estilo colonial português, como os arcos das janelas e o telhado com eira, também conhecida como platibanda, e beira, também chamado de beiral. Casas com eiras e beiras eram geralmente de famílias com posses.
Nos quatro cantos do telhado vemos as telhas com o bico para cima e para baixo onde está representado o “divino espírito santo”. As paredes possuem cerca de 70 centímetros de espessura, que reforçavam a segurança no interior da casa. As deste período também estavam próximas a uma figueira, posição que significava proteção divina.
Sobre as charqueadas
De acordo com o Dicionário de História de Pelotas: “As charqueadas eram estabelecimentos onde se preparava a carne salgada e seus subprodutos… . Diferentemente dos demais núcleos charqueadores da América do Sul, o Núcleo Charqueador Pelotense, situado no encontro do arroio Pelotas com o canal de São Gonçalo, constituía uma zona fabril, com mais de trinta saladeiros localizados lado a lado, sem os campos destinados à criação e onde perto de 2000 escra vos labutavam. Além de toda a rudeza do trabalho e do tratamento dado à população servil, do mau cheiro continuamente reinante, da sujeira e da presença de feras e animais peçonhentos e pestilentos, o espaço interno da produção do charque acompanhava o quadro macabro, tétrico, fétido e pestífero que dominava o seu meio ambiente.
Fontes: Dicionário de História de Pelotas, organizada pelos professores da UFPel, Beatriz Ana Loner, Mario Osorio Magalhães e Lorena Almeida Gill;
Há 100 anos
Militares celebram os 17 anos da organização do 9º R.I.

(Foto: Divulgação)
A comunidade civil e militar de Pelotas participou das cerimônias de 17 anos do, então, 9º Regimento de Infantaria, do Exército brasileiro. O regimento foi criado em 8 de março de 1909 e estava sediado no município.
As celebrações ocorreram no próprio quartel, com hasteamento da Bandeira Nacional e formatura geral, às 7h. Ao meio-dia foi oferecido um almoço aos oficiais e às 13h, um almoço festivo para os sub-oficiais e praças (soldados) do 9º R.I.
Um concerto foi realizado pela banda do Regimento, ao entardecer, às 18h. Na época, estava no comando o coronel Ataliba J.Osório (1873-1945). Exercia o papel de “fiscal”, o tenente-coronel Tancredo Fernandes de Mello.
História
A Portaria de 28 de novembro de 1908, de acordo com o Decreto-Lei n° 6.971 de 4 novembro de 1908, dava início a história do 9º Regimento de Infantaria, composto a partir de outros batalhões. A efetiva organização ocorreu em 8 de março de 1909, próximo da Estação de Umbu, no Rio Grande do Sul, sendo, nesta data, expedida a primeira Ordem do Dia Regimental pelo seu primeiro comandante, o coronel Onofre Moreira Magalhães.
Em 15 de dezembro de 1917 sua sede foi transferida para Rio Grande e em 6 de janeiro de 1918 foi efetivado, ficando destacado em Pelotas. Finalmente, em 25 de dezembro de 1924, o Regimento instalou-se definitivamente em sua sede no Fragata, onde permanece até hoje.
O 9° Regimento de Infantaria 1972 foi transformado em 9° Batalhão de Infantaria Motorizado, em 1972. Por descender do 4° Batalhão de Fuzileiros, recebeu a denominação de Batalhão Tuiuti.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; 9º Batalhão de Infantaria Motorizado, o Batalhão do Brigadeiro Sampaio, pesquisa do coronel Cláudio Moreira Bento