A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai realizar uma audiência pública para debater a nova concessão do Polo Rodoviário de Pelotas. O encontro foi remarcado para o dia 17 de março, no turno da tarde e ainda não tem local confirmado, mas uma das possibilidades é a Câmara de Vereadores. A sessão será aberta ao público.
O projeto envolve o novo sistema de pedágios para os 459,6 quilômetros de rodovias, contemplando trechos das BR-116 e BR-392. A proposta prevê a instalação de 14 pórticos de pedágio no sistema free flow, modelo em que a cobrança é feita de forma automática, sem a necessidade de praças físicas de pedágio.
A nova concessão faz parte do projeto denominado pelo governo federal de Rota Portuária do Sul. O corredor rodoviário compreende o trecho entre Camaquã e a Ponte Internacional sobre o Rio Jaguarão, na fronteira entre Brasil e Uruguai, além da ligação entre o Porto Novo, em Rio Grande, e o acesso a Santana da Boa Vista.
O objetivo, segundo o governo federal, é modernizar e ampliar a infraestrutura rodoviária da região, melhorando as condições de trafegabilidade, segurança viária e desenvolvimento econômico. O investimento previsto é de cerca de R$ 6 bilhões.
O projeto prevê um conjunto de obras ao longo do contrato de concessão, incluindo mais de 83 quilômetros de duplicações, 38,5 quilômetros de vias marginais, seis correções de traçado, 34 passarelas para pedestres, 132 acessos, 188 pontos de ônibus e 16 passagens de fauna.
A proposta já passou por etapa de audiência pública e agora seguirá para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Depois dessa fase, devem ocorrer a abertura do edital, o leilão da concessão e a assinatura do contrato com a empresa vencedora.
Aliança Pelotas apoia cobrança realista de pedágio
O tema também mobiliza entidades empresariais da região. O coordenador da Aliança Pelotas, movimento que reúne o setor produtivo local e os presidentes de dez entidades de classe, Raphael Morales avalia de forma positiva o novo modelo de concessão. “A gente vê com muito bons olhos a saída da Ecovias Sul, porque era um valor abusivo de tarifa. Foi uma luta árdua por um valor justo”, afirmou.
Morales ressalta, no entanto, que o posicionamento do grupo não é contrário à cobrança de pedágio. “Isso não quer dizer que somos contra os pedágios. Nosso posicionamento é contrário à cobrança de valor abusivo praticado aqui na região”, disse. Segundo ele, o setor produtivo defende que a nova concessão tenha tarifas consideradas adequadas para motoristas e empresas.
