Caixeiral realiza baile para coroar novas soberanas

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Caixeiral realiza baile para coroar novas soberanas

Escolha das tituladas mantém viva uma tradição histórica dos clubes sociais

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Atualizado sexta-feira,
06 de Março de 2026 às 10:16

Caixeiral realiza baile para coroar novas soberanas
Derika Siqueira passará o título de rainha para Maria Luiza da Silveira (Foto: Jô Folha)

Em meio às mudanças nos clubes sociais e ao desaparecimento de antigas tradições, o Clube Caixeiral mantém viva uma cerimônia que atravessa gerações. Nesta sexta-feira (6) , às 20h30min, o clube realiza o baile de troca de rainha e duquesinha, quando Derika Siqueira encerra um reinado de oito anos e passa o título para Maria Luiza da Silveira.

A noite começa com um jantar, seguido da cerimônia de coroação das novas soberanas e da tradicional valsa. Os ingressos já estão esgotados e o evento contará ainda com apresentação musical do tenor João Ferreira Filho e da cantora Márcia Zambrano.

Nova rainha do Caixeiral

A partir da cerimônia, Maria Luiza da Silveira, 18 anos, assume como nova rainha da entidade. Ela era a duquesinha de Derika Siqueira, 24, que agora encerra seu reinado. As soberanas são escolhidas pela diretoria do clube, que envia convites às candidatas.

Normalmente, os reinados duram apenas um ano. No entanto, a atual rainha permaneceu no posto por oito anos. Ela explica que deveria ter ficado por apenas dois anos, mas o período acabou se estendendo por conta da pandemia. “Em 2023, os eventos voltaram com tudo. A gente ainda não tinha conseguido aproveitar de verdade como rainha e duquesinha. Então começamos a participar de tudo o que aparecia”, relata Derika.

A soberana afirma que representar o clube foi uma experiência marcante, que trouxe aprendizado, amadurecimento e um forte vínculo com a instituição. Apesar da alegria de passar o título para a sucessora, ela diz sentir tristeza pelo fim do ciclo, destacando o carinho que criou pelo clube e pela tradição. “Eu vou sentir falta, mas é importante dar espaço para novas gerações. Eu sempre vou carregar esse legado de ter feito parte dessa história”, afirma.

Já Maria Luiza conta que sempre teve o sonho de ser rainha do clube, inspirado também pela história da família. Segundo ela, a experiência dentro do clube contribui para o desenvolvimento pessoal, especialmente na convivência social, na postura e na forma de se comunicar. “Eu sempre tive o sonho de ser duquesinha e depois rainha. Espero conseguir seguir e honrar o legado da Derika”, declara.

Tradição

Com quase 150 anos de existência, o Clube Caixeiral mantém a tradição das cortes há mais de um século. A primeira rainha foi coroada em 1923 e, desde então, a prática nunca foi interrompida.

Entre os nomes que marcaram essa história estão Yolanda Pereira, a primeira Miss Universo do Brasil, e Isilda Lisboa, que conquistou o título de Miss Rio Grande do Sul. Segundo Siqueira, ambas iniciaram suas trajetórias no Caixeiral. Na época, para participar de concursos de beleza, era necessário que a candidata fosse associada a um clube social. “Por isso existiam as cortes”, afirma.

Nesta sexta, a tradição segue sendo mantida principalmente por jovens que cresceram dentro do próprio clube. Para o diretor, a troca das soberanas simboliza a preservação dessa história. “Muitas pessoas perguntam se ainda existe rainha ou corte. Por isso é importante mostrar que essa tradição continua viva”, diz.

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