Zola Amaro faz sucesso na Itália e lamenta o afastamento do público brasileiro

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Zola Amaro faz sucesso na Itália e lamenta o afastamento do público brasileiro

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Há 100 anos

A imprensa que acompanhava a temporada de ópera em 1926, na Itália, destacou a presença da cantora lírica Zola Amaro (Pelotas, 26 de janeiro de 1891 – 14 de maio de 1944). “Como noticiamos no número passado, a célebre soprano está novamente entre nós, pronta para retomar o posto que a bom direito lhe pertence sobre os nossos palcos, pronta a iniciar novas batalhas artísticas, que serão para ela outras tantas magníficas vitórias”, elogiou o articulista de um jornal de Milão, no final de fevereiro.

Ainda de acordo com o artigo, Zola Amaro voltava após uma excepcional série de concertos de grande importância artística. “Volta no fulgor de seu estupendo talento, talento esse que já lhe valeu tantos aplausos e grande fama em importantíssimos palcos italianos em óperas de grande repertório”.

Nos palcos italianos, Zola esteve no elenco das óperas Don Carlos, Norma, Gioconda, Forza del destino, Aida, Trovador, Tosca e Ernani, em teatros como Scala de Milão, Constanzi, de Roma, Massimo, de Palermo, Petruzelli, de Bari, Verdi, de Florença, Polytheama Florentina, entre outros. Além da capacidade vocal, a imprensa milanesa elogiou também o temperamento da soprano.

Carta da soprano

Ao destacar esse sucesso, em março daquele ano, a revista carioca Noite, publicou uma carta da cantora sobre o momento de glória, na Itália. Na correspondência, a artista se queixava das críticas que surgiam no seu país.

Zola trouxe à tona que ouvia que seus êxitos eram apenas a “graça divina e a São Francisco de Paula”. A artista ainda acrescentou “que nunca teve o menor auxílio” e que tinha “inimigos cruéis”, que se ocupavam em diminuir sua carreira artística.

A artista ainda disse que não poderia querer bem essas pessoas, “porque não é humano”, mas “nunca lhes desejou mal”.

Fora do Municipal

Confirmando a excelente fase, em março, a pelotense cantou no teatro La Fenice, em Veneza, a ópera Aida, de Giuseppe Verdi. No palco desta tradicional casa foi aclamada e chamada 20 vezes à cena pelo público, bem como elogiada pela crítica especializada.

Ainda na carta à revista Noite, Zola registrou que “antigamente”, lamentava por ver que não poderia cantar mais no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, por causa de uma briga com o empresário Mocchi. “Hoje não”, disse, expressando que sentia somente saudade do público brasileiro.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 50 anos

Prefeitura assume o Pronto Socorro em Pelotas

(Foto: Reprodução)

Em março de 1976, a comunidade de Pelotas vivia uma nova realidade na saúde. A partir da zero hora do dia 22 de fevereiro, começou a funcionar o Pronto Socorro Municipal, encerrando no mesmo horário as atividades desenvolvidas pelo Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia, continuando inalterado o atendimento de assistência médica de urgência à população, nos mesmos moldes anteriores.

O Pronto Socorro Municipal passou a funcionar nas dependências do próprio hospital. O documento final certificando o convênio, autorizado pela Câmara de Vereadores, foi assinado, na Santa Casa, através do INPS, entre a prefeitura, representada pelo prefeito Ary Alcântara, e a provedoria, representada por Jayme Wetzel.

“Procuraremos acertar”

Na oportunidade, foi empossado o diretor, doutor Moacir Jardim, em solenidade simples que contou com a presença do agente local do, então, INPS, Thomaz Soares Vieira. O prefeito Ary Alcântara, num rápido pronunciamento, disse que sempre houve um bom relacionamento entre Prefeitura e Santa Casa, também homenageou a provedoria pelos serviços que o hospital vinha prestando há muitos anos e solicitou o apoio da imprensa, “porque, somos passíveis de erros. Mesmo assim, procuraremos acertar”.

O provedor Jayme Wetzel, posteriormente, reafirmou o “ótimo relacionamento entre a prefeitura e a Santa Casa” e enfatizou a decisão de Alcântara em tomar para o município a responsabilidade do setor de atendimento emergencial, uma vez que a “Santa Casa não tinha mais condição de continuar”.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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