Há 100 anos
A rua Visconde de Jaguari, localizada entre Antero Vitoriano Leivas e Garibaldi, integra as primárias ruas da região portuária de Pelotas, a partir de 1910. Porém foi oficializada em 1926. A via tem início na rua Dom Pedro II e fim na Benjamin Constante, sob o nome o atual nome.
O patrono da rua chamava-se Domingos de Castro Antiqueira, Visconde de Jaguari, título outorgado pelo Imperador Dom Pedro II, em 1846. Antiqueira foi um grande benfeitor da Catedral, naqueles tempos da Freguesia, de acordo com a obra As primitivas ruas de Pelotas, do Coronel Alberto Rosa Rodrigues.
Voto
A igreja Matriz foi inaugurada em 1813, logo após a fundação da Freguesia, mas o aumento da população tornou obrigatória a ampliação daquele templo. Castro Antiqueira, embora relutante, assegurou as despesas: ele não queria a localização da igreja naquele local; sua ideia era ver a cidade nascer nas praias do Laranjal.
Porém seu voto foi vencido e acatou a vontade da maioria, tornando-se o maior benfeitor daquela suntuosa obra.
Antigo palacete
O antigo palacete do Visconde de Jaguari foi erguido em 1835, na esquina das ruas Sete de Setembro e Félix da Cunha. Após o neto do Visconde, Domingos Soares de Paiva ser o proprietário, o imóvel foi adquirido pelo Jockey Clube de Pelotas, que transformou, em 1948, a antiga residência em sua sede social. Atualmente no prédio funciona um cartório.
O Imperador D. Pedro II, em 1846, teria sido hospedado por Antiqueira, por este motivo, o monarca teria concedido o título de Visconde de Jaguari ao político.
Fontes: Cadernos do IHGPel – As primitivas ruas de Pelotas, do Coronel Alberto Rosa Rodrigues; blog Olhares sobre Pelotas
Há 60 anos
Escola de Belas Artesa homenageia a benfeitora Carmem Trápaga Simões

Prédio de 1881 pertenceu à família de Carmem (Foto: Jô Folha)
Foi em 1966 que a direção da Escola de Belas Artes de Pelotas recebeu a permissão governamental para mudar o nome da entidade, que passou a se chamar Escola de Belas Artes Dona Carmem Trápaga Simões. A instituição foi fundada em 1949, por iniciativa de um grupo de pessoas da sociedade pelotense, tendo à frente a pintora e professora Marina Moraes Pires, que, na época se dedicavam ao desenvolvimento da Escola.
A nova patrona da Escola recebeu esta homenagem por ter doado o prédio construído com destinação residencial em 1881, e que pertenceu à família Trápaga.
Em 1950, a instituição de ensino privada adquiriu personalidade jurídica, seguindo-se a isso todas as tramitações para caracterizá-la como de cursos superiores. Pintura, Gravura e Escultura foram os primeiros autorizados e, posteriormente, reconhecidos. Mais tarde, foi instalado um outro, o de Professorado de Desenho.
Doação e mudança
Em 1963, foi assinada a escritura que formalizou a doação e, em 1966, houve a mudança para a nova sede (sede própria) na rua Marechal Floriano, 179. Criada em 1969, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) encampou a Escola e criou o Instituto de Artes.
Passaram pelo quadro de professores artistas conhecidos nacionalmente, como o escultor pelotense Antonio Caringi. Também o pintor muralista italiano Aldo Locatelli, entre outros.
Encampada pela UFPel
Foi em 22 de maio de 1972, que a Escola de Belas Artes foi extinguida como instituição particular de ensino e definitivamente absorvida pela UFPel. Em 1979, com a criação do curso de Letras, vinculado ao Instituto de Artes, a Escola de Belas Artes passa a se denominar como Instituto de Letras e Artes (ILA).
Desde 2013 o prédio está interditado à espera de restauro.
Fontes: revista Pelotas Destaques 70, de Miguel Tornac da Rocha; Biblioteca IBGE