O presidente da República estará aqui na região na próxima terça-feira, se tudo ocorrer conforme o combinado. Vem para inaugurar habitações na Junção, em Rio Grande, e também assinar contratos para a construção de navios gaseiros pela Ecovix. Espera-se também outras pautas, como algum gesto simbólico quanto a ponte que liga Rio Grande a São José do Norte e talvez até sobre a reforma da segunda ponte do São Gonçalo. É a segunda vez neste mandato que Lula vem. A primeira foi em fevereiro passado. Indica um olhar especial para a região? Talvez. Mas indica, principalmente, que precisamos aproveitar as oportunidades de nos comunicar com o governo federal.
Há uma série de demandas que a região tem e que dependem exclusivamente de canetas em Brasília para que saiam do papel. Hoje, além dos citados acima, os mais urgentes são na questão de infraestrutura, como a finalização da duplicação da BR-116 e a duplicação do lote 4 da BR-392, junto ao porto de Rio Grande. Essas duas obras, se concluídas, nos colocam em um outro patamar logístico e é fundamental que o governo federal tenha plena ciência de que uma região de um milhão de habitantes pode ver sua realidade mudada com esses investimentos – somados à ponte para São José do Norte. Com eles, o Porto pode ter um salto operacional gigante, a atração de empresas torna-se mais fácil e, de quebra, vamos gerar milhares de empregos.
É sempre importante manter no olhar que esse é um ano eleitoral e movimentos são estratégicos. Não podemos ser inocentes. O governo quer a reeleição e sabe que conquista-se o povo com entregas. Buscar garantir pelo menos uma promessa neste momento é fundamental. E isso se faz com pressão, alinhamento e barulho. Lideranças, tanto políticas quanto empresariais, se movimentam para chamar atenção do presidente para suas demandas. Isso é excelente. Ações articuladas geram maior atenção. E a Zona Sul precisa ser inteligente e oportunista, já que o presidente e sua equipe estarão aqui de ouvidos bem abertos.
