Erro fatal

Editorial

Erro fatal

O Internacional se prepara para encarar a reta final do Campeonato Brasileiro e ganhará novo fôlego na briga para fugir da parte de baixo da tabela. Após a rodada do fim de semana, o campeonato dará uma pausa de dez…

Erro fatal
(Foto: Jô Folha)

A morte do produtor rural Marcos Nornberg na madrugada desta quinta-feira (14) é uma fatalidade gerada por uma sequência de erros cometidos por quem não deveria errar. Situação que expõe a necessidade de um preparo eficiente das forças de segurança e o fato, em si, exige investigações profundas e detalhadas. É preciso dar encaminhamentos que honrem a memória de Marcos e sirvam de exemplo para a própria corporação da Brigada Militar. Situações assim não podem se repetir.

A comoção popular é natural e serve também como motor para que haja rigor na apuração dos fatos. Uma família perdeu o pai. Pelotas perdeu um dos seus líderes – ele atuava na associação dos produtores de morango. Nada o trará de volta e casos como esse não podem passar em branco. É inaceitável que uma ação completamente equivocada manche a imagem das forças de segurança, realizada no agir intempestivo e sem precisão. Erros acontecem em qualquer situação e profissão, mas os órgãos de segurança devem ter como seu norte a perfeição. Quando falhas assim acontecem, vidas são perdidas. Esse foi um caso.

Diante disso, a transparência dos órgãos de segurança para responder os questionamentos levantados imediatamente é fundamental. Afinal, o que a Brigada Militar fazia em uma propriedade privada às 3h da manhã? Realmente não se identificaram durante a abordagem? Se não o fizeram, qual foi o motivo? Por qual razão foram feitos tantos disparos dentro de um domicílio? Segundo a viúva, ela foi alvo de deboche e tortura psicológica. Não há justificativa. Por qual motivo policiais se sentiram a vontade de fazer isso?

É preciso manter o olhar atento. O caso é simbólico e será fundamental como um divisor de águas para a própria segurança pública de Pelotas. Somos uma cidade que, felizmente, aparece bem em praticamente todos os índices de segurança e isso tem que ser mantido, mas com o rigor de uma atuação técnica e sem aceitar erros fatais. Uma família foi destruída pela ação torta e equivocada da Brigada Militar. Logo a instituição que, em pesquisa recente publicada pelo jornal A Hora do Sul, aparece com 72,3% de confiança junto aos pelotenses. Para sustentar um índice tão positivo, construído ao longo dos últimos anos, a BM não pode se fechar. Precisa dar as respostas que toda a sociedade espera.

Acompanhe
nossas
redes sociais