Leu Kalunga e Êmily Passarinho lançam o canal Filhas de Obá

no youtube

Leu Kalunga e Êmily Passarinho lançam o canal Filhas de Obá

Cantoras e compositoras estão em campanha para tornar conhecido projeto criado em 2023

Por

Leu Kalunga e Êmily Passarinho lançam o canal Filhas de Obá
Vídeos são do show no Mercado Central (Foto: Divulgação)

As cantoras e compositoras Leu Kalunga e Êmily Passarinho lançaram uma campanha nas redes sociais para mobilizar o público em torno do recém-criado canal no YouTube Filhas de Obá
(@filhasdeoba). A meta inicial é alcançar 100 inscritos, número necessário para a estreia do primeiro vídeo do projeto musical, gravado durante o 1º Festival de Igualdade Racial, realizado em 14 de novembro do ano passado, no Largo do Mercado Central de Pelotas. As imagens da apresentação foram registradas pela videomaker Francine Antunes.

Segundo Êmily Passarinho, o projeto já possui maturidade artística e qualidade técnica para disputar editais de maior alcance, mas ainda enfrenta o desafio da visibilidade digital. “A gente precisa estar dentro desses padrões. Precisa ter seguidores no YouTube, no Instagram, esse tipo de coisa”, afirma a artista, destacando as exigências do mercado cultural contemporâneo.

Ancestralidade é a base

Criado em 2023, o Filhas de Obá é uma experiência musical que celebra a ancestralidade negra e afro-indígena por meio de uma sonoridade afro-brasileira expansiva, que une influências do Norte e do Nordeste, locais de origem das cantoras, à percussão e ao groove afrolatino. O projeto é conduzido por Leu Kalunga, Êmily Passarinho e pelo percussionista e produtor musical Davi Batuka.

“É um projeto em que nos unimos para apresentar nossas músicas autorais e também clássicos da musicalidade afro-brasileira”, explica Leu Kalunga, pernambucana radicada em Pelotas, onde cursa Música Popular na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A proposta reverencia os povos de terreiro e a resistência cultural afro-indígena, a partir de vivências compartilhadas por mulheres caboclas. No palco as artistas estão acompanhadas por músicos de destaque na cena musical negra do Rio Grande do Sul: Rogers Lemes, Rafael Orixum e Gabriel Pinheiro, com percussão e produção musical de Davi Batuka.

Com apresentações em eventos como a Fenadoce, a Marcha Mestra Griô Sirley Amaro, shows no Chuí, com o Sofá na Rua, e o Festival de Igualdade Racial, o Filhas de Obá prepara a estreia de dois vídeos gravados ao vivo no Mercado Central. As composições autorais Griô e Amarelo estão entre os primeiros lançamentos previstos no canal, reafirmando a inspiração na ancestralidade como eixos centrais do projeto.

Trajetórias

A trajetória de Êmily Passarinho também atravessa diferentes territórios. Natural do Amazonas, ela passou por São Paulo e Jaguarão antes de se estabelecer em Pelotas, onde aprofundou sua atuação na produção cultural e consolidou sua identidade artística. Foi no contexto dos terreiros e dos coletivos culturais que a cantora passou dos bastidores para o palco. “Comecei a fortalecer a minha cabeça para entender que sim, eu sou uma cantora que também compõe e cria”, relata. Hoje, além do Filhas de Obá, integra projetos como Preto de Sapato e o coletivo BatuCantada.

Êmily também é autora do single Água, que pode ser ouvido no canal pessoal da artista @emilipassarinho. No vídeo ela interpreta a canção ao lado de Davi Batuka e Myro Rizoma.

Por sua vez, Leu Kalunga, que tem mais de oito anos de atuação na música foi uma das 16 selecionadas para o prêmio da Agência de Indústria Criativa e Mobilização Social (Agimos) de Produção Musical 2023. A proposta possibilitou, no segundo semestre daquele ano, uma mentoria com time de curadores.

Nesse processo, ela gravou em estúdio a composição Griô. Também é autora de Afrodisíaca, uma colaboração com o produtor moçambicano Leo Pro Beatz, disponível nas plataformas digitais.

Acompanhe
nossas
redes sociais