Deve ser lançado até o final de fevereiro um projeto de revitalização dos flats da Boca do Lobo. Capitaneada pelo grupo de trabalho do Conselho Deliberativo (CD) que busca a captação de recursos para o Pelotas por meio da estrutura do estádio, a iniciativa é um projeto piloto e mira a injeção de cerca de R$ 100 mil líquidos por ano nos cofres do clube.
São dez apartamentos localizados abaixo da arquibancada da avenida Bento Gonçalves. Cada um possui uma área construída de aproximadamente 25 metros quadrados. Há, ainda, uma área comum que também deve ser requalificada com a inclusão de um mercado e uma lavanderia de autoatendimento, além de uma sala de TV comunitária.
Os espaços são usados apenas como moradia de atletas do elenco profissional ou das categorias de base. Porém, como é o caso neste momento, o Áureo-Cerúleo não tem jogadores vinculados em função da ausência de calendário de competições. O projeto consiste justamente no aproveitamento do local para angariar receitas nesse período.
A ideia é reformar todas as unidades com móveis planejados, novo piso, pintura, forro de gesso e melhoria das instalações elétricas e hidráulicas. Unidades temáticas também são projetadas dentro de um plano que envolve a qualificação da rotina dos atletas e a disponibilidade dos flats para locação em plataformas como Airbnb.
Amarante em pauta
O planejamento de melhor exploração financeira das áreas pertencentes ao Pelotas ainda inclui um olhar para outros espaços do terreno da Boca do Lobo. Um caso é o do espaço abaixo da arquibancada da rua Doutor Amarante, por exemplo.
O mais recente módulo de arquibancada deve ser revitalizado futuramente. São projetadas as construções de lojas e salas comerciais para empreendedores de diferentes ramos. Um food hall, voltado a estabelecimentos alimentícios, está entre as ideias.
Pela Amarante, pequena parte do espaço está destinado a uma galeteria que opera na esquina dessa rua com a Gonçalves Chaves. A área total é de cerca de quatro mil metros quadrados, divididos em três pavimentos.
