Há 63 anos
A comunidade literária e artística de Pelotas fazia reverências na herma inaugurada havia apenas 20 dias. A homenagem era ao seu mais famoso poeta e dramaturgo, Lobo da Costa. O busto foi executado pelo artista, também pelotense, Hugo Barcelos Fabião, vencedor do concurso idealizado pela Comissão Pró-Construção de Monumento à Lobo da Costa, constituída pelo, então prefeito, João Carlos Gastal.
A herma foi instalada na pequena praça no entroncamento das ruas Barroso, Argolo e avenida Ferreira Viana. Segundo historiadores da época, este seria o local mais próximo de onde o corpo do poeta foi encontrado em 19 de junho de 1888. Além do busto, há um livro aberto com versos do poeta que diz: “Talvez tu leias meus versos/Ao longo, onde quer que estejas/E neles, descanso, vejas/Uns traços de quem chorou. A inauguração, no final de dezembro de 1935, contou com a presença de autoridades civis e religiosas, bem como intelectuais

Inauguração ocorreu no dia 23 de dezembro de 1935 (Foto: Ana Cláudia Dias)
Nascido na cidade de Pelotas, dia 12 de julho de 1853, Francisco Lobo da Costa é considerado um dos principais escritores românticos do século 19. Era filho de Antônio Cardoso da Costa e Jacinta Júlia Lobo da Costa, ele de Santa Catarina e ela da Bahia. A família se transferiu para Pelotas com o término da Revolução Farroupilha, onde abriu um estabelecimento comercial, conforme relata a professora e pesquisadora Ângela Sapper em seu livro Lobo da Costa – Obra Completa.
Vida e morte precoces
Lobo da Costa começou a trabalhar muito jovem, aos 14 anos, como escrevente de um cartório, porém a ligação com a poesia começou ainda criança. Aos 16 anos ingressou no jornalismo e seu primeiro livro publicado foi o romance Espinhos d’alma (1872). Na imprensa, atuou e colaborou com os jornais: Ecos do sul; Castália; Trovador; Lanterna; Diário de Pelotas; Investigador; Gazeta Mercantil; 11 de Julho; Tribuna e Fronteira.
Em 1874 mudou-se para São Paulo pensando ingressar na Faculdade de Direito, porém não quis finalizá-la, dedicando-se exclusivamente às letras. Em 1874 publicou Lucubrações (1874), único livro de poesia editado em vida.
Alcoólatra, teve a saúde debilitada e morreu, depois de uma internação hospitalar. Postumamente teve sua literatura publicada: Auras do Sul (1888); O Filho das Ondas; Flores do Campo (1905); Dispersas (1910) e As Melhores Poesias (1927).
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; site Recanto das Letras
Há 50 anos
Secretaria de Serviços Urbanos altera forma e horário do recolhimento de lixo

Detritos teriam de ser guardados em sacos de lixo (Foto: Reprodução)
Em janeiro de 1976, a Secretaria de Serviços Urbanos de Pelotas estava em plena campanha para conscientizar a comunidade pelotense sobre as alterações no serviço de recolhimento de lixo. As mudanças eram específicas para a área central da cidade. As novidades entraram em vigor no dia 14 daquele mês.
Segundo o planejado, o recolhimento seria feito somente quando os detritos estivessem acondicionados em sacos plásticos. A determinação, no entanto, ainda não alcançaria os bairros periféricos naquele momento.
A medida foi adotada, seguindo uma tendência vista em várias cidades brasileiras, na década de 1970, e até mesmo na capital dos gaúchos. Em Porto Alegre, somente o lixo acondicionado em sacos plásticos era recolhido.
Agilidade no trabalho
Entre as vantagens apontadas pelo, então, titular da pasta, Gilberto Teixeira Pino, estava a agilidade do trabalho. Além de diminuir o tempo de recolhimento, o saco plástico também contribuiria para uma cidade mais limpa.
Outra novidade é que o recolhimento seria feito somente à noite, nas ruas Almirante Barroso, avenida Bento Gonçalves, rua Marcílio Dias até o Largo Aldrovando Leão, Marechal Floriano até a Barão de Santa Tecla, contornando o braço morto do Santa Bárbara até a rua João Manoel, além das ruas Gonçalves Chaves e Conde de Porto Alegre até a Barroso.
Depósito
Um dos objetivos da administração municipal era providenciar um novo local para o depósito de lixo recolhido na zona urbana da cidade. Na época, os detritos eram colocados na avenida Bento Gonçalves, próximo ao local onde estava projetada a construção da nova rodoviária da cidade. “O atual, forçosamente tende a desaparecer, propiciando a expansão citadina naquele setor”, de acordo com o secretário.
Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense