Caneta e papel na mão. Mesmo na era digital, a compra do material escolar ainda exige pesquisa de preços e atenção à lista de itens solicitados pelas escolas. Com a relação entregue no fim do ano letivo passado, muitas famílias aproveitam o período de férias para buscar melhores valores e promoções que já aparecem nas vitrines do comércio de Pelotas. Entre os itens mais procurados estão cadernos, canetas e mochilas. Já os preços podem variar em até 1.000%, como no caso do chamado caderno inteligente, modelo com discos removíveis que funciona como um fichário.
Apesar da proximidade do início do ano letivo, o movimento nas lojas físicas ainda é considerado abaixo do esperado. Segundo a proprietária de uma livraria que atua há 16 anos, Cristiane Abraham Mulling, ainda não se tem movimento de volta às aulas. “Estamos no meio do mês e o fluxo ainda não aconteceu. É bem menor do que em outros anos”, relata. Ele acredita que muitos consumidores devem deixar as compras para a véspera do início das aulas.
Entre os produtos mais pesquisados estão mochilas e cadernos, conforme as listas escolares. A gerente destaca que, neste ano, foi possível manter os preços de alguns itens, especialmente mochilas, sem reajustes em relação a 2025. Já no caso dos cadernos inteligentes, a variação de valores chama atenção, dependendo da marca, do tamanho e dos acessórios incluídos.
Pesquisar
Alguns consumidores têm aproveitado o período de férias para pesquisar preços e dividir as compras. A funcionária de uma empresa de transportes, Carmen Regina Pombos Bianchi, 41, conta que recebeu a lista da filha Martina, 10, que vai para o quinto ano, ainda no fim do ano passado. “A gente compra um pouco em cada lugar. O caderno inteligente compramos pela internet, a mochila é do ano passado, e agora estamos completando o restante”, explica. As aulas começam em 10 de fevereiro, e a antecipação, segundo ela, ajuda na organização e evita deixar tudo para a última hora.
A pesquisa de preços também faz parte da rotina de Suzane Rodrigues Fagundes, 38, que atua no ramo de administração de obras. Acompanhada da filha Antônia, oito, ela seleciona bem os itens solicitados pela escola. Além de comparar valores, tanto em lojas físicas quanto na internet, busca conciliar qualidade com durabilidade. “Os preços são sempre salgados. Se for comprar tudo de marca, não tem condição. A gente tenta um meio-termo e deixa a criança escolher algumas coisas dentro do que cabe no orçamento”, relata.
Para outras famílias, o planejamento antecipado vai além da economia. O soldador Lucas Muriel Pinto, 31, conta que a compra antecipada do material para a filha Sofia, nove, também evita transtornos. “Depois fica tudo muito corrido, todo mundo comprando ao mesmo tempo”, observa.
Com a aproximação do início das aulas, já na segunda semana de fevereiro para as escolas particulares, a expectativa do comércio é de que o movimento aumente nas próximas semanas, especialmente entre os consumidores que ainda tentam conciliar os custos do material com o orçamento familiar. O Procon Pelotas deve divulgar nos próximos dias, pesquisa de preços no mercado local.
