Prisão no Rio atinge estrutura financeira de facção que atua em Pelotas

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Prisão no Rio atinge estrutura financeira de facção que atua em Pelotas

O homem de 35 anos era responsável por pagamentos, contratação de serviços, organização de obras e articulação com integrantes do tráfico carioca

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Prisão no Rio atinge estrutura financeira de facção que atua em Pelotas
(Foto: Divulgação)

Na tentativa de localizar um dos principais foragidos de Pelotas na favela da Rocinha, agentes da 2ª Delegacia de Polícia do município prenderam o gerente operacional do líder de facção com atuação no Sul do Estado. O suspeito foi levado para a 14ª DP do Leblon e agora aguarda a conclusão do inquérito, onde deverá ser indiciado por organização criminosa.

Para o promotor de Justiça, Rogério Meirelles Caldas, coordenador do 10º Núcleo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Gaeco Sul), sempre que um agente financeiro operando no mercado lícito é preso, é um passo importante para descapitalizar os líderes e tirá-los do circuito.

“Caso contrário, corremos o risco da inserção do crime organizado, com os recursos do tráfico de drogas, no mercado lícito, tomando conta dos estabelecimentos e barrando a concorrência, porque as técnicas deles de baixar o preço é por ameaças”.

Quem é o preso

O homem de 35 anos, natural de São Luiz do Maranhão, atuava como gerente operacional do foragido, sendo responsável por pagamentos, contratação de serviços, organização de obras e articulação com integrantes do tráfico carioca que dão sustentação à fuga quando há operações na Rocinha.

Os policiais o localizaram na praia de São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. As apurações seguem em andamento para aprofundar os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, com foco na descapitalização do grupo que domina o tráfico em Pelotas e do líder que figura entre os principais alvos foragidos do RS. A ação contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro (Ficco).

O foragido está envolvido em várias investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, através do Gaeco, como as Operações Caixa Forte e El Patron, que desvendaram o sistema financeiro dentro do Presídio Regional de Pelotas (PRP).

Entre os mais procurados

Há quase dez anos, o alvo da investigação no Rio de Janeiro participou, junto com mais cinco detentos, de uma fuga cinematográfica em 4 de agosto de 2016 no Presídio de Pelotas, quando por volta do meio-dia, um caminhão derrubou o muro da casa prisional e facilitou a saída dos criminosos, após trocar tiros com a segurança. Na época, o Serviço do Sistema Penitenciário divulgou a lista dos presos.

Lista dos foragidos em 2016

  • Anderson Ferreira Goularte (preso no Paraguai em 2019);
  • Edson Alves Rodrigues (preso quase um ano depois após assaltar uma loja);
  • José Marcelo Reys Morales (o Camarão, acabou preso pela Brigada Militar em Porto Alegre um mês depois da fuga, em posse de um automóvel roubado e arma de fogo. Recentemente foi condenado pelo homicídio de um homem em Pedro Osório e está preso);
  • Moacyr Garcias Rodrigues (morto);
  • Rodrigo Teixeira Goulart (recolhido ao sistema prisional);
  • Tiago Gonçalves Prestes (foi preso ainda em 2016, ficou um tempo num presídio federal, saiu de tornozeleira).

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