“Levamos o conhecimento da cidade, da região e do interior, além da vivência em momentos de crise”

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“Levamos o conhecimento da cidade, da região e do interior, além da vivência em momentos de crise”

Tenente-coronel Paulo Renato Scherdien - Ex-comandante do 4º BPM, que agora irá para a Defesa Civil

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“Levamos o conhecimento da cidade, da região e do interior, além da vivência em momentos de crise”
(Foto: Jô Folha)

O tenente-coronel Paulo Renato Scherdien encerra seu ciclo à frente do 4º Batalhão de Polícia Militar de Pelotas com redução histórica dos índices de criminalidade e o fortalecimento de políticas integradas de segurança pública. Após quatro anos na unidade como comandante e mais dois como subcomandante, ele assume agora uma nova missão na Defesa Civil do Estado, onde pretende levar a experiência operacional e o trabalho preventivo que marcaram sua trajetória no comando.

Deixar o comando do 4º BPM é missão cumprida ou ainda há muito a fazer?

Sempre há mais a contribuir. A segurança pública é um dever do Estado, mas também envolve a participação da comunidade. Saio do comando, mas continuo como policial militar e agora, na Defesa Civil, sigo contribuindo com a proteção da população, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. É uma continuidade do trabalho de cuidado com as pessoas.

Que experiência do comando de um batalhão o senhor leva para a Defesa Civil?

Levamos o conhecimento da cidade, da região e do interior, além da vivência em momentos de crise. A Brigada Militar sempre atuou junto à Defesa Civil em enchentes e eventos climáticos. Se olharem a grande enchente de Pelotas, a Brigada Militar e os Bombeiros Militares estavam lado a lado com a Defesa Civil, fazendo o seu serviço. Hoje, a Defesa Civil tem um foco cada vez mais preventivo, preparando municípios e comunidades para reduzir danos e preservar vidas quando esses eventos ocorrem.

Qual o principal legado deixado no 4º BPM durante sua gestão?

O legado é coletivo. Demos continuidade ao Pacto Pelotas pela Paz e integramos Pelotas ao programa RS Seguro, com reuniões periódicas, metas e prestação de contas ao governo do Estado. Houve investimento na motivação do efetivo, recuperação de estruturas, modernização da sala de operações e ampliação do videomonitoramento, além do fortalecimento da relação com a imprensa e com outras instituições.

Como o senhor avalia o trabalho da Patrulha Maria da Penha em Pelotas?

É um trabalho fundamental. Houve aumento nos registros, o que reflete mais confiança das vítimas no sistema. O diferencial da Patrulha Maria da Penha é o acompanhamento contínuo, as visitas e o acolhimento. Hoje, temos uma patrulha permanente, todos os dias na rua, com policiais treinados para atender essas ocorrências no momento de maior vulnerabilidade da vítima.

Pelotas encerrou 2025 com uma das menores taxas de homicídio do país. Como manter esse resultado?

Mantendo as ações integradas e a vigilância constante. Trabalhamos com protocolos claros, como a dissuasão focada, que envolve Brigada Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Judiciário e Ministério Público. Muitas vezes a comunidade nos diz: mas para que fazer essa barreira se não dá ocorrência? Mas isso é prevenção, é uma arma que a gente recolhe, é um veículo que foi furtado, roubado, ou está com drogas, ou está levando um criminoso, é um procurado que está sendo recolhido de volta ao presídio. Então, isso é prevenção e tem que continuar. As barreiras policiais, o trabalho de inteligência e projetos como Proerd, Patrulha Rural, Força Tática e Rocam são essenciais para sustentar esses indicadores e garantir a segurança da população.

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