Com a aproximação do Carnaval 1976, as entidades carnavalescas estavam finalizando os preparativos para a folia, que naquele ano ocorreu entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março. Entre as definições estavam o local da festa, a praça Coronel Pedro Osório. Também foi o ano da estreia de uma novidade “polêmica” no regulamento, o objetivo era obrigar os grupos a cumprirem os horários determinados para os desfiles, caso isso não acontecesse haveria perda de pontos.
O novo trajeto oficial era no em torno da Coronel Pedro Osório. Todas as entidades entrariam pela rua Padre Anchieta. Depois de darem uma volta ao redor da praça, as saídas possíveis eram pela rua 15 de Novembro ou pela Marechal Floriano.
No dia 6 de janeiro de 1976, a prefeitura divulgou que naquele ano seriam distribuídos Cr$ 244 mil às entidades. Também estava a cargo da gestão municipal a decoração do evento, que incluía a instalação das alegorias e lâmpadas para iluminação especial.
Ordem do desfile
A ordem dos desfiles também foi divulgada: Academia do Samba; Unidos de Fátima, General Telles, Osório e Ramiro Barcelos. Entre os blocos infantis a programação era a seguinte: Super Pateta, seguido por Zé Carioca; Mickey e Pato Donald. A Virgens foi o primeiro bloco burlesco a entrar na passarela, seguido por Vou Deitar e Rolar; Aonde a Vaca Vai, King Kong; Gabriela; Fantástico; Tesoura da Tiradentes; Maria Fumaça; Candinhas da Cerquinha; Formiga Cabeçuda; Bruxa da Várzea e Bafo da Onça. E, sem obedecer a ordem dos desfiles, participaram o trio elétrico e os Acanhados.
Exigência
Na época, a Comissão Executiva de Carnaval exigiu que cada escola de samba levasse para o desfile, no mínimo, 150 figurantes e 100 para os blocos. Somente os infantis poderiam entrar na passarela sem um número mínimo de integrantes.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense
Há 90 anos
Empossados, vereadores eleitos em 1936 escolhem direção da Câmara

Silvio Barbedo tomou posse no dia 3 de janeiro (Foto: Reprodução)
No dia 2 de janeiro de 1936 foram empossados os novos vereadores eleitos em 17 de novembro de 1935. O ato foi presidido pelo juiz eleitoral João Solon Macedônia Soares, e secretariado por Oscar Nussbaum.
Foram diplomados os vereadores Guilherme Tessmann, Nelson Ferraz Viana, Antonio Augusto Assunção Junior, Carlos Alberto Minuto, Carlos Brauner e Fermiano Ramos Soares pelo Partido Republicano Liberal, e Bruno de Mendonça Lima, Pedro Luís Osório e Adolfo Fetter, eleitos pela Frente Única.
No mesmo dia foi eleita a mesa diretora da Câmara. Na presidência foi empossado Antonio Assunção Junior, que recebeu oito votos. O vereador Nelson Ferraz Viana assumiu o cargo de secretário, com quatro votos.
No seu discurso de posse, Assunção Junior falou aos colegas de legislativo municipal, que a Câmara de Vereadores de Pelotas faria tudo, dentro das suas possibilidades, para auxiliar no desenvolvimento do município, cooperando “sem cores partidárias, com o Poder Executivo local, a fim de maior proveito gozar a seletividade do governo da comuna”.
Interventor
Ao final das atividades, o presidente fez o encerramento oficial do evento e convocou os colegas para no dia 3 de janeiro, às 10h, dar posse ao prefeito, o engenheiro Silvio Barbedo, do Partido Republicano Liberal, também eleito em novembro. Barbedo havia atuado como interventor federal de 14 de agosto de 1934 até 1935. O mandato foi desenvolvido até 1938, sendo substituído por José Luís Barros.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; Almanaque de Pelotas – 1935 – Memória Gráfica UFPel