No coração do município, Mercado Central de Pelotas se mantém imponente há mais de século

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

No coração do município, Mercado Central de Pelotas se mantém imponente há mais de século

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Há 177 anos

Símbolo de uma economia pujante no século 19, o Mercado Central de Pelotas completa neste sábado, 177 anos de história. Mais do que um centro comercial, o prédio localizado na praça 7 de Julho consolidou-se como um patrimônio nacional e o principal ícone do turismo e da cultura da cidade.

A trajetória deste gigante neoclássico de 4.084 m² começou a ser desenhada em 1846, com a aquisição do lote. A construção da então “Praça do Mercado” ocorreu entre 1848 e 1853, sendo a obra oficialmente finalizada em 1852. Desde o princípio, o espaço foi planejado para ser o epicentro do abastecimento e da vida social da região.

Estilo europeu e superação

Ao longo das décadas, o Mercado passou por metamorfoses que definiram sua silhueta atual. Entre 1911 e 1914, sob inspiração da arquitetura europeia, o prédio recebeu reformas significativas. É dessa época a instalação da emblemática torre do relógio e do farol de ferro, peças importadas de Hamburgo, na Alemanha, e que trazem referências estéticas da Torre Eiffel de Paris.

A história do Mercado também é feita de resiliência. Em 1969, um incêndio devastador consumiu grande parte do local, restando apenas a sua robusta estrutura de ferro. A reconstrução foi um marco para a comunidade, reafirmando o valor sentimental do edifício para os moradores.

Comércio e cultura

O reconhecimento oficial de sua importância veio com o tombamento do edifício pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Hoje, operando de segunda a domingo, o Mercado Central é um organismo vivo.

Entre bancas de frutas, peixes e os tradicionais doces pelotenses, o espaço fomenta o lazer com feiras, exposições de arte e artesanato e apresentações artísticas. Ao completar quase dois séculos, o Mercado segue sendo o lugar onde o passado de Pelotas encontra o presente, mantendo-se como o coração pulsante do Centro Histórico.

Fontes: Prefeitura de Pelotas; blog Reportagem em Curso da UFPel;

 

Há 140 anos

Morre Émile Louis Mallet, o francês que se tornou o patrono da artilharia

O 2 de janeiro de 1886 marcou a morte do francês Émile Louis Mallet, mais conhecido como Marechal Emílio Mallet, o Barão de Itapevi. Natural de Dunquerque, teve sua trajetória militar e sua vida pessoal no Brasil profundamente atreladas ao Rio Grande do Sul. Foi homenageado como patrono da Artilharia do Brasil e na data de seu nascimento, 10 de junho, é comemorado o Dia da Artilharia.

Mallet veio para o Brasil com a família aos 17 anos de idade, na época a família se fixou no Rio de Janeiro, capital do Império. Incentivado pelo imperador Dom Pedro I, matriculou-se na Academia Real Militar do Império, optando pela formação no curso de Artilharia.

A carreira militar o levou a Bagé, onde se casou com Joaquina Castorina de Medeiros Mallet. A gaúcha era filha de um abastado estancieiro, parente próximo do futuro general Manuel Luís Osório, seu amigo e companheiro por décadas no Exército.

 

Mallet lutou ao lado dos filhos na guerra do Paraguai

 

Resguardou o Rio Grande

Em 1824, foi demitido do serviço ativo em 1831, por “não ser brasileiro nato”. No entanto, em 1837, no decorrer da Revolução Farroupilha, foi convidado a servir sob as ordens do General Antônio Elisário de Miranda e Brito, na condição de Comandante de uma Bateria a Cavalo. Coube a Mallet fortalecer a segurança da vila de Rio Grande, impedindo o avanço dos farroupilhas.

Por tal feito, recebeu o título de Major da Guarda Nacional. Mais tarde, por decisão do Duque de Caxias, tornou-se Chefe de Estado-Maior de Bento Manuel Ribeiro. Após a assinatura da Paz de Ponche Verde, em 1 de março de 1845, Mallet retornou às atividades pastoris em sua chácara no Quebracho, em Bagé.

Foi reintegrado definitivamente ao Exército Imperial em 1851, quando foi convocado por Caxias para participar da Campanha contra Manuel Oribe e Juan Manuel Rosas, na chamada Guerra do Prata.

Mallet combateu ainda na Guerra contra Aguirre e na Guerra do Paraguai. Nesta, à frente do 1º Regimento de Artilharia a Cavalo, a qual teve participação fundamental na vitória no Passo da Pátria, no Estero Bellaco e em Tuiuti.

Cerco a Paysandú

Também participou, exatos 21 anos antes da sua morte, do cerco de Paysandú, que começou em 3 de dezembro de 1864, durante a Guerra do Uruguai, quando as forças brasileiras (sob o comando do rio-grandino Marquês de Tamandaré) e as forças dos Colorado (de Venancio Flores) tentaram capturar a cidade de Paysandú, no Uruguai. O cerco terminou em 2 de janeiro de 1865, quando as forças brasileiras e Colorado conquistaram a cidade.

Em 11 de outubro de 1884 foi elevado a Tenente-General e, finalmente, em 15 de julho de 1885, a Marechal-de-Exército. Permaneceu no serviço ativo até então, vindo a falecer em 2 de janeiro de 1886, aos 84 anos.

Sua invencível espada encontra-se no museu João Pedro Nunes, na cidade de São Gabriel. A espada de gala está no Museu Marechal Mallet, de Santa Maria. Neste mesmo município gaúcho estão seus restos mortais em mausoléu, sob os cuidados do 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado – o Regimento Mallet.

Fontes: wikipedia.org; Exército Brasileiro

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