Afundamento do navio mercante Tamandaré joga Brasil na Segunda Guerra Mundial

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Afundamento do navio mercante Tamandaré joga Brasil na Segunda Guerra Mundial

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Há 83 anos
Afundamento do navio mercante Tamandaré joga Brasil na Segunda Guerra Mundial

O bombardeio do navio mercante brasileiro Tamandaré por um submarino alemão fez o Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, em 22 agosto de 1942. O fato ocorreu por volta das 2h10min de 26 de julho do mesmo ano, menos de um dia depois da artilharia a bordo ter afugentado um submarino alemão, ao largo da costa de Trinidad Tobago.

O navio, vindo do Recife com cargas variadas (café, tecidos, medicamentos, areia monazítica e manganês), foi surpreendido pelo ataque de outro submarino alemão – o U-66, comandado pelo Capitão-Tenente Friedrich Markworth. O u-boot disparou uma salva de dois torpedos contra o Tamandaré. Um deles atingiu o navio, causando uma explosão tão violenta que arruinou três baleeiras de bombordo e matou instantaneamente quatro tripulantes que estavam de serviço na sala de máquinas. A tripulação restante, bem como a guarnição do canhão, conseguiu se salvar através das outras duas baleeiras restantes. A embarcação afundou em 40. Os sobreviventes foram recolhidos pelo barco-patrulha norte-americano USS PC-492.

Entre os 32 navios mercantes brasileiros torpedeados durante a 2º Guerra Mundial, entre 1941 e 1943, estavam alguns com nomes que homenageavam cidades (Porto Alegre, Bagé, Alegrete) ou personalidades gaúchas, como o general Manuel Luís Osório (1808-1879). O próprio Tamandaré reverenciava a memória do militar rio-grandino Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré (13 de dezembro de 1807 – 20 de março de 1897), da Armada Imperial Brasileira, na qual atingiu o posto de almirante.

Pelotaslóide

Em 4 de julho de 1943 foi a vez do Pelotaslóide ser afundado. O navio mercante brasileiro foi atacado pelo submarino alemão U-590, no litoral do estado do Pará. Foi a 29ª embarcação atacada na Segunda Guerra Mundial. Neste evento morreram cinco tripulantes.

O navio foi construído em 1918, pelo estaleiro italiano Cantieri Officine Savoia, estabelecido em Gênova. Porém foi confiscada pelo governo brasileiro quando o país declarou guerra ao Eixo em 1942 e, em seguida, entregue ao Lloyd Brasileiro.

Com a eclosão do conflito mundial, o navio refugiou-se em portos brasileiros, e, em dezembro de 1942, foi formalmente confiscado pelo governo brasileiro, tendo em vista a declaração de guerra do país às potências do Eixo, em agosto daquele ano. Em seguida, foi renomeado de Pelotaslóide, em homenagem à cidade de Pelotas.

Fonte: wikipedia.org

Há 50 anos
Proibição da venda de aves vivas causa polêmica

Uma polêmica foi instaurada entre comerciantes de um segmento das feiras livres de Pelotas. No dia 26 de julho de 1975 a imprensa local repercutiu a proibição repentina da venda de aves vivas.

Produto comum nas feiras, naquela época, estaria barrado daquele tipo de comércio, a partir daquele momento. Era o que dizia a notificação recebida por feirantes, pela fiscalização da Delegacia Regional de Saúde.
O regulamento constava no artigo 148, parágrafo 6, do Código Sanitário do Estado. Confusos, os feirantes foram até a prefeitura confirmar a proibição. Na época, o prefeito disse que o secretário estadual de Saúde, Jair Soares, ficou surpreso com o desconhecimento da lei.

Fim de uma tradição

Porém, no dia 30 do mesmo mês o secretário municipal de Serviços Urbanos, capitão Gilberto Teixeira Pino, liberou a venda de aves nas feiras livres de Pelotas. Porém a Delegacia de Saúde confirmou a existência do dispositivo proibindo a comercialização de aves. A inclusão da lei no Código Sanitário do Estado ocorreu em agosto de 1974 e passou a vigorar em janeiro de 1975.
Fonte: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 100 anos
Colégio abre o curso de música e canto Zola Amaro

O, então, Colégio Elementar Cassiano do Nascimento inaugurou com festividade o curso de música e canto, que seria disponibilizado na entidade. Por sugestão da diretora da época, Orphila do Nascimento e da professora de música Dulce Leite, a iniciativa se chamou Zola Amaro em homenagem à famosa cantora pelotense.
A inauguração contou com a presença dos filhos de Zola, que estava em viagem,Maria de Lourdes e José Francisco Simões Amaro e também pelos sobrinhos da soprano Ercília e Mario Simões Agrifoglio.
A aluna e cantora Iracema Jaime discursou em nome dos colegas enaltecendo os dotes vocais da pelotense, apelidada por “garganta de rouxinol”. A inauguração foi finalizada com um concerto. Ainda em atividade, o Colégio Estadual Cassiano do Nascimento completou 112 anos.
Fonte: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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