Cantora Lêda Coelho de Freitas lembra Zola Amaro

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Cantora Lêda Coelho de Freitas lembra Zola Amaro

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Atualizado quinta-feira,
15 de Maio de 2025 às 12:28

Há 70 anos

Cantora Lêda Coelho de Freitas lembra Zola Amaro

A edição de 14 de maio de 1955, do semanário A Alvorada, destacou a apresentação da cantora lírica carioca Lêda Coelho de Freitas, para a Sociedade de Cultura Lírica e para o Clube Caixeiral.

O crítico do jornal voltado para os negros de Pelotas escreveu que, como o barítono norte-americano Lawrence Wintas, o Tita Rufo Negro, que havia se apresentado em Pelotas seis anos antes, a cantora “colored” também foi “capaz de liquidar o cruel preconceito racial durante seu sarau para a nossa Sociedade de Cultura Artística”.

Casta Diva

Segundo a nota, a excepcional voz de Lêda ressoando naqueles recintos lembrou os áureos tempos da cantora lírica pelotense Zola Amaro, que morreu em 14 de maio de 1944. “Leda, então, nos fez recordar …chorosamente, sobretudo na Casta Diva, imortal ária da ópera Norma, em que a famosa soprano conterrânea se apresentava toda de branco, em cabelos, qual uma estátua viva em sacrifício e poesia”, descreveu o crítico do semanário.

“Soprano Leda Coelho de Freitas, começou sua carreira nos anos de 1950, no Rio de Janeiro, onde foi responsável pela formação de vários talentos líricos brasileiros”, de acordo com o site Memória Feminista Antirracista.

Fonte: A Alvorada/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; site Memória Feminista Antirracista

Há 100 anos

Escritor João Luso volta a Pelotas e faz conferências

O jornalista e escritor Armando Erse de Figueiredo, conhecido por João Luso, voltou a Pelotas para fazer uma conferência literária. O Luso, na época com 51 anos, veio de Bagé, de trem, e foi recebido na estação por intelectuais e pessoas da sociedade, incluindo o capitão Florentino Paradeda, representando o intendente (prefeito), Augusto Simões Lopes. Também estava na estação uma comissão composta por acadêmicos: Luiz Dias da Costa, Manoel Furtado, Bernardo Rodrigues e Manoel Vieira Monteiro, que em nome da Federação Acadêmica Pelotense apresentou as boas vindas ao ilustre visitante.

João Luso foi conduzido de automóvel, posto à sua disposição pela municipalidade,  em direção ao Hotel Aliança, na 15 de Novembro, onde se hospedou. A palestra aconteceu no dia 21 de maio de 1925, uma quinta-feira, na Bibliotheca Pública Pelotense. O tema proposto era O amor nas trovas populares.

Querido no Brasil

João Luso é um dos intelectuais portugueses mais queridos no Brasil. Natural de Lousã, Portugal, Luso morreu no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro de 1950. Entre seus livros estão: Contos da Minha Terra (1896), Prosa (1904), As entrevistas de Expedito Faro (1917), Reflexos do Rio (1923), O Despenhadeiro (1925), Os Menezes de Haddock Lobo (1925), Terras do Brasil (1932), Assim falou Polidoro (1941), Fruta do Tempo (1945) e Quatro Conferências (1949).

Fontes: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 50 anos

Exposição destaca a obra de José Carlos J. de Moura

O trabalho do artista plástico José Carlos Júlio de Moura, na época com 31 anos, era destaque na exposição realizada na extinta Moduloja, em maio de 1975. A mostra trouxe a Pelotas obras em diferentes estilos de artistas contemporâneos importantes no cenário gaúcho e nacional.

Moura começou a ser conhecido em 1970 a partir do 3º Salão CATAC – Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. No mesmo ano participou do 3º Salão Nacional de Arte Universitária, em Belo Horizonte.

Em 1972 participou da Mostra 5 Novos 72, do Banco Ítalo Belga, em Porto Alegre, e do Ibiza Grafic 72, em Ibiza, na Espanha, e também da Pré-Bienal Brasil Plástica 72, em São Paulo, entre outras mostras e exibições gaúchas e nacionais.

Foi ainda premiado no Salão Jovem Artista, de Porto Alegre, e no 2º Salão de Artes Plásticas da PMEG, no Rio de Janeiro.

O gaúcho, natural de Redentora, Entre 1980 e 1983 residiu na Alemanha, onde realizou exposições e frequentou cursos. O artista ainda vive leciona em Porto Alegre e é um dos artistas constantes no Catálogo Geral de Obras do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs).

Fonte: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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