A rodada de pesquisas do Instituto Quaest realizadas em oito estados e divulgada ontem mostra que os governadores vivem uma boa fase enquanto o governo federal amarga a rejeição em alta. Enquanto no Rio Grande do Sul o governo do presidente Lula (PT) é desaprovado por 66% dos entrevistados e aprovado por 33%, o governo de Eduardo Leite (PSDB) é aprovado por 62% e desaprovado por 33%.
O instituto também perguntou como o entrevistado avalia o trabalho dos governos. No RS, o governo Lula é avaliado negativamente por 52%, 28% avaliam como regular e 19% avaliam como positivo, enquanto o governo Leite é avaliado positivamente por 40%, 39% acham regular e 16% acham negativo.
O cenário é parecido nos outros sete estados, e apenas na Bahia a aprovação e a desaprovação do governo Lula empatam na margem de erro, enquanto apenas no Rio de Janeiro o governador tem uma desaprovação maior que a aprovação e apenas no Paraná e em Goiás os governadores têm aprovações superiores a 80%.
Percepção é de piora
Os números revelam que a aposta do governo federal em melhorar a comunicação para aumentar a popularidade não está funcionando. As melhores notícias do governo Lula não convencem diante da percepção de que os preços subiram, acompanhando os números oficiais da inflação, e de que a situação econômica piorou, apesar da queda do desemprego e do aumento do PIB.
Mesmo que o governador Eduardo Leite tenha avaliações positivas, alguns dados chamam a atenção. Em especial, a desconfiança no estado. 47% dos entrevistados acham que o RS está pior que os outros estados, enquanto 52% acham que o estado está parado, ante 32% que acham que está melhorando e 15% acham que está piorando.
Cenário indefinido para 2026
Sobre as eleições de 2026, 47% acham que Eduardo Leite merece eleger um sucessor e 46% acham que não merece. Nas intenções de voto, no entanto, lidera Juliana Brizola (PDT), com 19%, empatada na margem de erro com Luciano Zucco (PL), com 15%. Edegar Pretto (PT) foi apontado por 10%, enquanto o vice de Leite, Gabriel Souza (MDB) ficou em último, com 7%. Indecisos são 21%, brancos e nulos chegam a 28%.
No RS a pesquisa Quaest ouviu 1.404 pessoas entre 19 e 23 de fevereiro, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.